Política

Isenção a indústrias é tema de 1ª sessão

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Na primeira sessão da Câmara Municipal de Bauru da nova legislatura, os vereadores não puderam usar os convencionais 10 minutos de tribuna livre, em razão do grande volume de requerimentos a serem lidos e da composição das comissões parlamentares (leia mais na página 4). No entanto, os dois projetos que envolvem isenções tributárias e de créditos fiscais para empresas que se instalarem em Bauru ou ampliarem suas atividades na cidade geraram as primeiras discussões.

Trata-se do Programa de Desenvolvimento Industrial (PDI) e do Programa de atração de Investimentos (PAI), este voltado aos setores de serviço e de comércio atacadista. O vereador Moisés Rossi (PPS) marcou uma audiência pública para a matéria, que já foi rejeitada pelo Legislativo no ano passado. “É preciso que tudo seja explicado com bastante clareza, para que leigos possam entender”, defendeu.

Vale lembrar que Rossi é parlamentar pelo partido que indicou o nome de Arnaldo Ribeiro, presidente do PPS, para o comando da pasta de Desenvolvimento Econômico neste segundo governo do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB).

Os dois projetos já começam a tramitar pelas comissões nesta terça-feira e a maioria dos vereadores desconhece detalhes acerca do texto. Ainda assim, muitos defenderam o mérito, alegando que as propostas trarão desenvolvimento para o município.

Foi o caso de Paulo Eduardo de Souza (PSB) e Telma Gobbi (PMDB). Ambos defenderam que eventuais imperfeições – inclusive do ponto de vista legal – devem ser corrigidas pelo Poder Legislativo. “Programas semelhantes levaram desenvolvimento assustador para as regiões de Sorocaba e Piracicaba. Além disso, há avanços na educação, com a qualificação da mão-de-obra”.

Carlão do Gás (PR) lembrou da perde de indústrias para cidades da região. Já Raul Gonçalves de Paula (PV) e Moisés Rossi (PPS) citaram as dificuldades burocráticas que empresários enfrentam para se viabilizarem. Telma chegou a sugerir a criação, em âmbito municipal, de algo parecido com o Poupatempo para sanar esta dificuldade.

 

Lembrança

Fernando Mantovani (PSDB) comemorou o reenvio da proposta e rememorou que, na legislatura passada, ao defender publicamente o projeto de Rodrigo Agostinho, perdeu a liderança da sigla tucana no Legislativo.

“Leis assim deram muito certo em governos do PSDB”. Já o novato Markinho da Diversidade (PMDB) declarou não entender por que a proposta não foi aprovada na primeira ocasião.


Crítico

Quem já se manifestou, mais uma vez, contrário ao PAI e ao PDI foi Roque Ferreira (PT). Ele critica a discussão e incentivos a empresas, quando não existe sequer uma política industrial no município. “Não podemos nos atentar ao mérito para discutir esses projetos”.

Além disso, o petista deu luz à principal discussão em torno das propostas, ao lembrar que o próprio prefeito já declarou que os municípios foram prejudicados com a desoneração a diversos setores produtivos, concedida pelo governo federal. Para alguns vereadores, o governo Agostinho precisa explicar quanto a prefeitura deixará de arrecadar, principalmente nas isenções que possam ser concedidas às empresas já instaladas em Bauru.

Comentários

Comentários