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Mantega anuncia mudança nas concessões de rodovias

Por Tatiana Freitas e Agnaldo Brito | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Valter Campanato/ABr

 "Alguns parâmetros foram modificados. A taxa de 5% de expansão era ambiciosa e isso estava no preço", disse Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou hoje nova modelagem para os leilões de concessão de rodovias, com o objetivo de tornar os investimentos mais atrativos para o setor privado.

A Folha de S.Paulo antecipou hoje que erros de avaliações do governo e condições desfavoráveis fizeram alguns grupos desistirem de participar dos dois primeiros leilões, das BRs 040 e 116, em Minas Gerais.

O governo alterou o prazo de concessão de 25 para 30 anos e elevou o prazo de carência para o início de pagamento de 3 para 5 anos. Também ampliou o prazo do financiamento, de 20 para 25 anos.


Segundo Mantega, o governo também diminuiu a necessidade de garantias. Antes, o patrimônio líquido exigido era de aproximadamente 1,3 vezes o total financiado. Agora, a exigência será de 1 vez o valor financiado.


O ministro admitiu que a projeção para aumento do tráfego nas rodovias estava superdimensionada na antiga modelagem, e reduziu a expectativa de crescimento anual de tráfego de 5% para 4%. "Alguns parâmetros foram modificados. A taxa de 5% de expansão era ambiciosa e isso estava no preço", disse.

A taxa de juros foi mantida em TJLP mais 1,5% ao ano, dependendo do rating do investidor.


"Estamos oferecendo projetos com elevada taxa de retorno, o que hoje em dia é difícil encontrar no mundo", afirmou o ministro a uma plateia de investidores, em São Paulo.


Com tudo isso, o governo garante que todas as rodovias federais incluídos nesse pacote de concessões, entre as quais as BRs 040 e 116, em Minas Gerais, serão concedidas até o fim deste semestre.


Segundo Mantega, a taxa de retorno desses projetos será extremamente atrativa. "Na nossa avaliação, esses projetos de rodovias terão taxas de retorno para o investidor acima de 10% ao ano", disse.


Neste primeiro encontro com bancos e investidores, os ministros Guido Mantega e Gleisi Hoffmann (Casa Civil) tentaram restabelecer a confiança do setor privado na economia brasileira.


A meta do governo é contar com a agenda de projetos em infraestrutura para elevar a taxa de investimento a níveis superiores a 23% ao ano, chegando a 25%, se possível.


A redução do investimento no ano passado, que chegou ao final do terceiro trimestre ao nível de 18,7% sobre o PIB, resultou num pífio crescimento econômico em 2012.


Mantega disse que do ponto de vista fiscal, o país está numa situação tranquila. Segundo ele, os três principais gastos do governo (Previdência, gastos com pessoal e com o serviço da dívida) estão controlados e em queda.

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