Política

Sindtran: eleição em Bauru começa em clima quente entre chapas

Thiago Vendrami
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Thiago Vendrami

Representantes de chapa durante eleição no sindicato

Após discussões entre as chapas disputantes do pleito no Sindtran, representantes da categoria se uniram para uma reunião no início da manhã desta quinta-feira (7) e decidiram pela liberação das urnas nos pontos eleitorais. 

De acordo com o representante da chapa 1 e membro da comissão eleitoral, Reginaldo Ribeiro, houve acordo entre as chapas sobre as exigências de grupos adversários.

"Recebemos liminares com o pedido de listagem dos eleitores e uma exigência de que, além dos mesários, houvesse fiscais em cada ponto de votação. Mas, entramos em acordo e, por volta das 7h, as urnas foram liberadas." 

Na madrugada desta sexta-feira (7), as 13 urnas volantes disponíveis para votação da nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo (Sindtran) deveriam seguir aos pontos eleitorais, às 5h, porém desentendimentos entre chapas e atos de vandalismo não permitiram a continuidade, pelo menos por enquanto, do processo. A reportagem do JCNet presenciou discussões acaloradas.

Fiscais

De acordo com o membro da comissão eleitoral Reginaldo Alcântara Ribeiro, que também é secretário de Finanças e Administração do Sindicato do Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários e Trabalhadores em Transportes Urbanos, Metropolitanos e Intermunicipais de Guarulhos e Região (Sincoverg), o impasse começou com uma liminar exigindo que fiscais de cada chapa assinassem as cédulas, porém a comissão entende que os próprios mesários possuem o papel de fiscalizar.

Enquanto isso, representantes das chapas 3 e 4 ainda entendiam que o processo eleitoral deveria ser cancelado e a polícia se dirigia ao local por conta de algumas bombas lançadas em veículos particulares, que sofreram pequenos danos e foram removidos do local imediatamente.

Já o assessor da diretoria do sindicato, Nélio Souza Santos, entende que a liminar é impraticável, considerando o grande número de fiscais de cada chapa. ‘[...]a decisão (do juiz) é inexequível, com tantas assinaturas em cédulas não sobra espaço para o voto, além de já existir mesários e fiscais credenciados pelas chapas’, afirma.

Juiz pondera 

O juiz Afrânio Flora Pinto, da 3ª Vara do Trabalho, foi quem concedeu liminar exigindo as rubricas de fiscais nas cédulas eleitorais, quem compõe cada chapa, como foi o processo de seleção dos sócios e outros itens, buscando a transparência e garantir que ocorra a eleição.

Jonadabe Rodrigues Laurindo (esq.) e Reginaldo Alcântara Ribeiro discutem a liminar

“O juiz, talvez por não conhecer os processos eleitorais de sindicato, entendeu que os mesários não são fiscais, que cada um possui uma função diferente e, por isso, vamos primar para que isso ocorra”, afirma o representante jurídico da chapa 1, o advogado Jonadabe Rodrigues Laurindo, que veio de Santos acompanhar os trabalhos.

Para Laurindo, o juiz teve cautela ao estabelecer a liminar, em resposta à solicitação formal de anulação do processo por parte da chapa 3.

Outro advogado presente, representando a chapa 2, Marcos Fernando de Toledo Moreira, comentou com a reportagem que o processo não teve igualdade entre as chapas desde o início e o judiciário agiu para garantir um processo transparente, socorrendo parcialmente as prejudicadas e mantendo a eleição.

 

Vandalismo marca o início dos trabalhos

Um grupo de desconhecidos atirou bombas em veículos estacionados próximo à sede do Sindtran, causando pequenos danos.

Um carro teria sido incendiado, porém nossa reportagem não localizou os envolvidos.  Não há testemunhas que identifiquem os autores do ato.

A eleição prossegue nesta quinta e sexta-feira.

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