Tribuna do Leitor

Contando as graças


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Levantar, abrir os jornais, um de Bauru (JC), outro de São Paulo, poder ainda lê-los e entendê-los, ir ao mercado fazer as compras do dia para o café da manhã, o almoço e o lanche da tarde e também encontrar amigos e dar o primeiro bate-papo da manhã. Ao chegar em casa, um bom livro já espera para ser lido, algum trabalho de revisão, tradução ou similar, que graças a Deus ainda dá para fazer e escrever algo, se me sinto inspirada.

À tarde uma vez por semana, reunião com amigos no CEAC para orar e pedir pelos mais necessitados, à noite uma vez por mês ABLetras onde sempre levo o meu trabalho para o momento literário. Eventualmente à noite, missa por amigos que partiram (ah! Chamadoira, já estamos com saudades) e/ou participação de algum evento artístico-literário que ainda dá para apreciar. Pena que os eventos musicais dos quais tanto participei outrora, em tempos de Élcio Pupo Ribeiro, hoje não dá mais (problemas auditivos, afinal viver demais custa alguma restrição).

Mas o que eu quero aqui ressaltar é que a vida tem sempre coisas boas para nos dar, a principal delas interagir com amigos, inclusive com os amigos livros e com a vida em geral. Enfim, quero agradecer a Deus, aos meus parentes e aos meus amigos esta vida que ainda é boa; se não é exatamente a melhor idade, ainda é uma boa vida aos oitenta e cinco anos de idade.

Isolina Bresolin Vianna ? ABLetras-12

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