Alguns leitores me perguntam por que escrevo sempre a destacar a esperança a fé o amor e Deus. Meus caros. Escrevo o que os fatos sugerem e a inspiração motiva. Cada dia entristece-me mais ao ver noticiários narrando tantas coisas assustadoras. Roubos, assaltos, crimes, mortes, corrupção, sequestros e acidentes. Traficantes e drogas envolvendo até crianças. Corrupção na política dos homens a quem confiamos o nosso voto. Na polícia, nas empresas e em famílias a se destruir por mesquinharias.
Não vai aqui crítica à imprensa escrita, falada e TV. Ao contrário. Faz seu dever. Informa contribuindo para prisões e punições de bandidos. Intimida novas tentativas criminosas. Adverte autoridades e denuncia canalhas de colarinhos brancos. Quando escrevo sobre a esperança é porque ainda acredito que o homem não se perdeu de vez no poço da miséria humana. É a minoria a causar manchetes que me desgostam e aos leitores educados ao sol do espírito da família cristã.
As criaturas de índole má nascidas para crimes conduzidas por espíritos erráticos e egoístas se recusam a crer no amor ao próximo. Matam como se a vida não tem nenhum valor. Demônios a semear e a incentivar crimes animados pela impunidade das leis dos homens e da velhacaria que também perverte alguns responsáveis em aplicá-las.
Quando escrevo sobre a fé e o amor é porque os procuro ser. São dons, alicerces de uma sociedade voltada à solidariedade humana. Se governos e representantes da lei agissem dentro da suas filosofias, com toda a certeza as agressões seriam bem menores.
Quando falo de Deus, escrevo "Da inteligência suprema, causa primária de todas as coisas". Da eternidade. De nós mesmos feitos à Sua imagem para continuarmos a Sua obra. Somos o barco e os remos a domar ondas bravias agitadas por nossos irmãos voltados para o mal. Que precisam de orações para escolher os caminhos aplainados por Deus.
Quando falo do homem feito à Sua imagem, o faço a bradar para os aglomerados humanos na esperança de que a fé os agite a revelar a verdade da vida e da morte. Que viver com dignidade mantém as nuvens entreabertas para a ressurreição.
Quando falo de Deus emociono-me de alegria por tê-Lo em meu espírito. E me entristeço por senti-Lo descuidado por filhos a ferir a serenidade e a contrariar Seus ensinamentos. Por suas abjetas escolhas. Mas, com certeza, nunca desamparados por Ele. Meus caros escrevo a paz espiritual. Escrevo o que o espírito vê e o coração sente.
O autor, Munir Zalaf, é escritor e palestrante