Geral

Tamborim de Ouro analisa as agremiações


| Tempo de leitura: 11 min

 

 

 

 

Instituído em 1977, o Prêmio Tamborim de Ouro se consagrou como a premiação mais aguardada do Carnaval de Bauru. A escolha dos melhores segue a seguinte regra, com peso igual de cada um dos três segmentos: quatro analistas, produção (três integrantes) e público, que poderá fazer a escolha pelo site www.auriverde.am.br a partir da 1h55 de terça-feira de Carnaval, logo após o desfile de segunda. A entrega da premiação será realizada no próximo sábado, às 21h, na Fazendinha.


Escola Coroa Imperial

1 – José Fernando Amaral Júnior (bateria e samba-enredo) – “A bateria estava pequena para o tamanho da escola, sofreu a falta de maior quantidade de instrumentos. O destaque, portanto, ficou para os tamborins tocados por crianças, que fizeram coreografias que perpetuam o Carnaval. O samba-enredo conseguiu empolgar o público”.

2 – Alvaro Candido (evolução, harmonia e enredo) – “O enredo foi fiel ao roteiro comemorativo e que exaltou os 20 anos da escola, de fácil compreensão e bem executado. A evolução teve alguns claros entre alas, o que demonstra falta de trabalho de diretores do setor. No quesito harmonia, o samba-enredo ajudou, imprimiu bom ritmo e andamento. A escola cantou liderada por um bom grupo de intérpretes”.

3 – Paulo Burian (fantasia, alegorias e adereços, melhor ala e destaque de luxo) – “A escola apresentou uma resolução muito boa nas fantasias da comissão de frente, mas o restante ficou a desejar. A maioria das roupas de baixo das fantasias era composta por calça jeans, bermuda, roupas de uso normal. A primeira alegoria estava bem acabada e respeitou a simbologia da escola”.

4 – Léa Maria (comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira) – “A comissão de frente foi composta por bailarinos profissionais, bonita, com fantasias de efeito, um verde aceso lindo, o que deu leveza, graça, porém faltou o elemento-surpresa. A porta-bandeira Silvia estava ótima, ganhou Tamborim de Ouro no ano passado, mas como houve troca de mestre-sala faltou interação entre ambos”.

 

Bloco Pé de Varsa

1 – José Fernando Amaral Júnior (bateria e samba-enredo) – “O Pé de Varsa é uma escola com estrutura inclusive na bateria, muito bem ensaiada. O samba-enredo foi bem cantado e levantou a arquibancada. Parabéns pelo trabalho, o que dá a chancela de deixar de ser bloco e se tornar uma escola”.

 

2 – Alvaro Candido (evolução, harmonia e enredo) – “Foi um bloco de empolgação, alegria, descontração, que interagiu com o público e contagiou a plateia. O samba foi extremamente leve, contagiante, de extrema alegria e competência. Festeiro, competente e alegre: assim foi o Pé de Varsa”.

3 – Paulo Burian (fantasia, alegorias e adereços, melhor ala e destaque de luxo) – “Impecável a apresentação do bloco, com fantasias e carros com soluções bastante inteligentes. Houve um bom aproveitamento dos recursos materiais, com mesclas de tecidos, acetatos e trabalho de reciclagem. Enfim, tudo foi minimamente pensado em cada detalhe e nos acabamentos”.

4 – Léa Maria (comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira) – “O bloco Pé de Varsa é uma paixão, tenho muito envolvimento com as pessoas que saíram desfilando, muitos amigos, meu filho saiu como mestre-sala, isso mexe com o coração. O bloco empolgou a galera e tem plenas condições de se tornar uma escola”.

 

Estrela do Samba de Tibiriçá

1 – José Fernando Amaral Júnior (avalia bateria e samba-enredo): “A bateria do bloco tem muito a evoluir, mas achei extremamente positiva a presença de pessoas muito jovens (homens e mulheres), o que garante a renovação e a continuidade do espírito de Carnaval. Embora simples, o samba-enredo contagiou o Sambódromo interpretado por três mulheres.”

2 – Alvaro Candido (avalia evolução, harmonia e enredo): “A apresentação do bloco Estrela do Samba de Tibiriçá dignificou o distrito. As fantasias vieram com bom gosto, o samba simples e contagiante. O bloco estava organizadíssimo e empolgante. Creio que o grupo tem competência suficiente para se transformar em escola de samba nos próximos Carnavais.”

3 – Léa Maria (avalia comissão de frente, porta-bandeira e mestre sala): “A apresentação do bloco foi uma grata surpresa pela evolução plástica que o grupo teve neste ano. Cada vez mais os blocos carnavalescos de Bauru deixam de ser apenas uma porção de foliões e estão preocupados em apresentar algo mais bonito, mais elaborado.”

4 – Paulo Burian (avalia fantasia, alegorias e adereços, melhor ala e melhor destaque): “Achei muito bom o nível das fantasias e um bloco extremamente organizado. Se preocuparam com o visual geral, e havia algumas fantasias pontuais muito boas. Tiveram capricho até nas sapatilhas dos integrantes. Tudo isso demonstra um crescimento surpreendente do ano passado para cá.”

 

Escola Azulão do Morro

1 – José Fernando Amaral Júnior: “A bateria foi muito bem, apresentou inovações como paradinhas e evoluções, embora tenha pecado um pouco no equilíbrio do naipe dos instrumentos, houve falta de alguns. Muito bem ensaiada, manteve boa cadência. O samba-enredo foi muito bem interpretado, mas faltou contar o enredo com mais cuidado”.

2 – Paulo Burian: “Fantástica apresentação, as fantasias foram muito bem cuidadas, o visual muito bem equilibrado. A apresentação foi compacta, mas trouxe toda a ideia do enredo. Destaque para as fantasias da comissão de frente e do mestre-sala e porta-bandeira, além das Alas do Sol, da Noite e da Natureza. As alegorias foram muito bem acabadas, apesar da simplicidade”.

3 – Léa Maria: “Nada melhor para representar o enredo Faz de Conta do que a boneca Emília, uma sonhadora de imaginação fértil. A comissão de frente foi muito bem elaborada, na confecção do baú, o bailarino com sapatilha de ponta, muito charmoso. A porta-bandeira Cidinha mostra um amor incrível pela escola, é tão brilhante que o mestre-sala tem que ser muito bom para acompanhar.”

4 – Alvaro Candido: “Foi um enredo que pegou a plateia de coração. Falar de criança é sempre emotivo. Com poucos componentes e alegorias, a escola conseguiu apresentar uma ideia muito boa e bem desenvolvida em relação ao tema, não houve falhas de roteiro. Também não houve falhas na evolução, mesmo com o problema no carro. Quanto à harmonia, o refrão ajudou na empolgação da escola.”

 

Bloco Império da Lagoa do Sapo

1 – José Fernando Amaral Júnior (avalia bateria e samba-enredo): “O bloco surpreendeu pela qualidade da bateria, pela quantidade de instrumentistas e também pela qualidade do samba-enredo. Embora tenha sido o primeiro ano a desfilar, o grupo foi muito bem nos dois quesitos.”

2 – Alvaro Candido (avalia evolução, harmonia e enredo): “O Império veio animado, não se incomodou com a chuva, elaborou um samba de empolgação que ajudou a agremiação a evoluir no Sambódromo. Os integrantes brincaram o Carnaval na passarela, independentemente da chuva.”

3 – Léa Maria (avalia comissão de frente, porta-bandeira e mestre sala): “Eles poderiam vir do jeito que viessem. É uma alegria ver um bloco nascendo da Vila Falcão. Dois times da várzea ajudaram na criação do grupo, além de diversas pessoas competentes que estão no comando. Até tiveram espaço para ensaiar.”

4 – Paulo Burian (avalia fantasia, alegorias e adereços, melhor ala e melhor destaque): “Por ser o primeiro ano, achei o bloco muito organizado no quesito fantasia, com figurinos simples mas feitos com muito cuidado, bem elaborados e harmônicos. No próximo ano o Império da Lagoa do Sapo deve surpreender.”

 

Escola Imperatriz da Bela Vista

1 – José Fernando Amaral Júnior: “A Imperatriz da Bela Vista é uma escola campeã que está retornando como convidada, não participando da disputa, por isso não teve auxílio público. A ideia é que haja incentivo para cada vez mais os integrantes se agruparem e, assim, trazer uma escola de samba completa como se espera”.

2 – Paulo Burian: “A Imperatriz veio cumprir seu papel, apresentou quesitos de maneira simples e acho que faltou clareza em algumas fantasias, porém a maioria esteve adequada ao tema proposto. A escola não teve altos e baixos, manteve o padrão durante todo o desfile e cumpriu o seu papel”.

3 – Léa Maria: “A comissão de frente se apresentou de acordo com o que o enredo pregava. Dou parabéns à escola, porque sem um tostão de ajuda colocaram a agremiação no Sambódromo. Conheço a porta-bandeira há muito tempo e ela tem muita garra para ser excelente. No entanto, acho que não houve sincronismo com o mestre-sala”.

4 – Alvaro Candido: “A Imperatriz apresentou uma proposta muito interessante, porém com poucos recursos para completar a ideia proposta. Eu sei das dificuldades e ficou um gosto de quero mais. A escola não teve problemas na evolução, cantou o enredo e o samba era bom, apoiado por uma boa bateria capitaneada por alguns veteranos que seguraram bem o ritmo”.

 

Bloco Ouro Verde 100% Arte

1 – José Fernando Amaral Júnior (bateria e samba-enredo) – “Um bloco extremamente simples, com bateria que fez transparecer uma inocência de acordo com a maneira que tocou. O samba-enredo tem uma linha melódica muito simples e não surtiu efeito. Louvo a boa vontade do pessoal que trouxe um protesto bem-humorado”.

2 – Alvaro Candido (evolução, harmonia e enredo) – “A evolução do bloco praticamente não existiu, os integrantes brincaram sem compromisso, sem regras. Com relação à harmonia, não vi praticamente ninguém cantando o samba-enredo. Não gostei da proposta do tema do bloco porque não me diverti”.

3 – Paulo Burian (fantasia, alegorias e adereços, melhor ala e destaque de luxo) – “A apresentação do bloco foi sofrível, infelizmente houve um retrocesso em relação a 2012. Figuras importantes que tinham a intenção de levantar o grupo não estão mais. Quanto à forma de se vestir, os aspectos foram muito delicados”.

4 – Léa Maria (comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira) – “O bloco Ouro Verde 100% Arte trouxe um tema que no momento não levou a nada, não coube no Sambódromo a crítica que fizeram, ficamos tristes. Creio que no ano passado o grupo estava bem melhor, houve um retrocesso na avenida no Carnaval deste ano”.

 

Escola Acadêmicos do Cartola


1 – José Fernando Amaral Júnior (avalia bateria e samba-enredo): “A bateria foi bastante boa e mostrou um equilíbrio entre os naipes e uma boa evolução. Foi possível perceber o trabalho firme do mestre pela disciplina do grupo. Um bom samba, com boa métrica, mas que padeceu da falta de citação do enredo de forma satisfatória. Foi o único senão, porque a apresentação foi excelente”.


2 – Alvaro Candido (avalia evolução, harmonia e enredo): “O enredo foi maravilhoso, uma homenagem ao grande carnavalesco Joãosinho Trinta. A Cartola apresentou, com sua competência peculiar, a história de vida e o legado que Joãosinho deixou para o Brasil. Na evolução houve um pequeno problema entre a ala das baianas e a posterior, mas nada que comprometesse”.


3 – Léa Maria (avalia comissão de frente, porta-bandeira e mestre sala): “A comissão de frente veio muito forte, colocando um elemento (o boi-bumbá) colorido que deu mais vida à escola. O mestre-sala e a porta-bandeira são bailarinos e com o passar do tempo vêm entendendo o significado deles na escola. No geral, foi tudo surpreendente”.


4 – Paulo Burian (avalia fantasia, alegorias e adereços, melhor ala e melhor destaque): “A Cartola trouxe um trabalho primoroso na criação, nos acabamentos, nas fantasias e nas alegorias. Os destaques e as composições foram fantásticos. O desfile foi tecnicamente perfeito, com várias alas e a destaque Paola concorrendo ao Tamborim de Ouro”.

 

Escola Tradição da Zona Leste


1 – José Fernando Amaral Júnior (bateria e samba-enredo) – “Se existe uma escola diferente na bateria foi a Tradição, pela distribuição dos instrumentos, algo que se vê em grandes escolas. A bateria estava muito bem ensaiada, inovadora. O samba-enredo foi fiel ao tema, retratando de maneira bastante clara o assunto”.


2 – Alvaro Candido (evolução, harmonia e enredo) – “A proposta do enredo foi muito interessante, abordando cinco casais simbólicos que representam o amor na história. A ideia foi muito bem desenvolvida no papel, porém na apresentação foi muito confusa. Dois carros deixaram de ir para a avenida, o que comprometeu o enredo.  A bateria segurou a harmonia”.


3 – Paulo Burian (fantasia, alegorias e adereços, melhor ala e destaque de luxo) – “A escola acertou muito bem nas fantasias da comissão de frente, do carro abre-alas, da ala dos cangaceiros e do carro da apoteose. Infelizmente a maioria das alas mostrou um excesso de cores e com difícil identificação temática. De modo geral, foi um Carnaval competente”.


4 – Léa Maria (comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira) – “A comissão de frente estava maravilhosa, com a Priscila que recebeu o Tamborim de Ouro no ano passado e realizou novamente um trabalho excepcional, surpreendente. Já o trabalho do mestre-sala e da porta-bandeira foi prejudicado porque uma das pessoas responsáveis por encaixar as alas passou mal. Além disso, dois carros quebraram”.

 

Escola Águia de Ouro

1 – José Fernando Amaral Júnior (bateria e samba-enredo) – “A bateria evoluiu muito e teve como destaque um naipe enorme de tamborins que deram um brilho especial. O samba-enredo foi fácil, muito bem interpretado e levantou a plateia”.

2 – Alvaro Candido (evolução, harmonia e enredo) – “O enredo foi nota 10, muito bem amarrado, inteligente, dividiu o narcisismo em quatro setores, soube separar muito bem para não haver conflito. Muito competentes no enredo. Na evolução, não vi defeito algum. A harmonia teve auxílio luxuoso da bateria, a escola cantou e os intérpretes foram muito bem”.

3 – Paulo Burian (fantasia, alegorias e adereços, melhor ala e destaque de luxo) – “A Águia de Ouro veio muito bem, apresentando fantasias criativas, ricas e bem acabadas, representando fielmente o enredo proposto. Os destaques de chão tinham fantasias muito bem elaboradas. As alegorias estavam simples, mas muito bem acabadas e complementadas com destaqueS de luxo e semiluxo, formando um conjunto harmonioso e com muita competência de quem sabe fazer Carnaval”.

4 – Léa Maria (comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira) – “A comissão de frente foi uma grata surpresa e teve um crescimento maravilhoso em comparação ao ano passado, estava luxuosíssima. O casal de mestre-sala e porta-bandeira ainda não está pronto, mas já sabe o que está fazendo. Achei o mastro da bandeira muito baixo, tem que levantar”.

Comentários

Comentários