Dezenas de pessoas ficaram feridas ontem quando as forças de segurança dispersaram milhares de manifestantes concentrados em frente ao palácio presidencial do Cairo, com jatos de água e gás lacrimogêneo.
O confronto começou, pois dezenas de jovens atiraram pedras no palácio Ettihadiya depois de uma marcha pacífica de milhares de manifestantes que acusaram a Irmandade Muçulmana do presidente Mohamed Mursi de impedir uma revolução democrática no Egito, buscando monopolizar o poder.
A polícia utilizou jatos de água contra os manifestantes, que responderam lançando pedras. Com o início dos primeiros enfrentamentos, a polícia reagiu com bombas de gás lacrimogêneo, lançadas de seis veículos blindados.
Segundo a fonte policial, centenas de soldados da Segurança Central estão nestes equipamentos, esperando o momento de intervir. Várias ambulâncias também já se dirigiram ao local.
De acordo com a versão do Ministério do Interior, as passeatas, eram pacíficas, a princípio, mas uma minoria começou as retirar as grades que cercavam o palácio e começaram a jogar pedras contra o prédio.
Com o aumento da agressividade, as forças de segurança receberam ordem para intervir.
A oposição egípcia organizou esta jornada de manifestações, no Cairo e em outras províncias, para comemorar a derrocada de Mubarak e para pedir a renúncia do atual presidente, o islamita Mohammed Mursi.
Com a possibilidade de mais atos violentos, as autoridades intensificaram as medidas de segurança no aeroporto internacional do Cairo e nas imediações do Palácio Presidencial.
Durante o aniversário do começo da revolução, no dia 25 de janeiro, explodiram choques na capital e outras províncias, entre manifestantes e as forças de segurança, que causaram nas últimas semanas mais de 50 mortos e 1000 de feridos.