Internacional

Hambúrguer de cavalo pode conter droga vetada; denúncias continuam

Folhapress
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Berlim - O escândalo sobre a presença de carne de cavalo em hambúrgueres, lasanhas e outros produtos vendidos como carne bovina na Europa pode se transformar em algo mais grave que um caso de “etiquetagem errônea” e fraude contra consumidores de Reino Unido, França e Alemanha, entre outros.

A agência britânica de segurança alimentar (FSA) anunciou ontem ter encontrado rastros do anti-inflamatório fenilbutazona em três carcaças de cavalo que foram enviadas à França e que podem ter entrado na cadeia alimentícia francesa.

Comer carne de cavalo não faz mal. No entanto, a fenilbutazona pode ter efeitos adversos para a saúde humana.

As autoridades britânicas dizem que mesmo nos casos em que a quantidade da substância era a mais elevada, o risco para consumo humano era “muito pequeno”.

Mas, de todo modo, segundo a BBC, há casos raros em que a droga provoca anemia aplásica, uma severa forma de anemia que pode levar à falência da medula óssea.

Por causa do efeito, carnes de animais tratados com o anti-inflamatório não têm autorização para serem utilizadas como alimento.

Ontem a polícia britânica deteve três homens supostamente envolvidos no escândalo.

Hoje a União Europeia deve aprovar procedimentos para checar se produtos estão contaminados com carne de cavalo um dia após o problema ter sido detectado pela primeira vez em lasanhas da marca TIP na Alemanha.


Alemanhã

A rede de supermercados Real, da Alemanha, anunciou a descoberta de restos de carne de cavalo em lasanhas congeladas, depois de realizar testes em vários produtos da marca “TIP”.

Em comunicado, a rede informou que as análises foram uma medida preventiva, já que em nenhum momento houve risco para a saúde dos consumidores.

Foi a primeira vez que produtos com carne de cavalo não declarada foram encontrados no país.

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