Já estamos em fevereiro. Acolhemos faz pouco o novo ano que nasceu apressadinho, pois iniciaremos em breve a Quaresma, tempo de Graça e Conversão. De fato, o tempo voa e a vida terrena passa rapidamente. Portanto, urge aproveitar bem o tempo para fazer o bem, colocando nossos talentos a serviço dos outros e do bem comum. Como estamos vivendo o nosso tempo terreno? Na resposta a esta questão está a possibilidade de realização humana que Deus nos oferece. Falando em tempo, o tempo da Quaresma que está para começar é um tempo que deve ser acolhido por nós como presente de Deus, como ocasião para revisão de vida e mudança na maneira de pensar e agir. Trata-se de preparação para a Páscoa, a Ressurreição de Cristo, a festa maior dos cristãos. Utilizando bem o tempo terreno estaremos preparados para a nossa páscoa (passagem - morte) na Páscoa de Cristo. Quem vive bem, morre bem! Viver bem o tempo terreno para se preparar para a eternidade na presença de Deus.
A eternidade é justamente a ausência de tempo. O tempo que passa e nos consome é uma preparação para a eternidade, onde não haverá tempo, anos, dias, horas, minutos e segundos, mas apenas o Amor. O tempo passará e o Amor jamais passará. Ele vence o tempo e prevalece sobre tudo. Não permitamos que o tempo nos impeça de fazer o que de fato é importante e essencial para a nossa vida, realização e felicidade, considerando que "felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente" (Érico Veríssimo). Com essa atitude, podemos transformar o Kronos (tempo que devora) em Kairós (o tempo da Graça de Deus). Isso é Quaresma e Páscoa. Deus quer que vivamos sempre numa atitude pascal, de vida, luz e alegria.
Neste ano a Campanha da Fraternidade abordará o tema da Juventude em sintonia com a Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá no Rio de Janeiro, em julho. Que o tempo quaresmal seja fecundo para todos e todas, precedido da alegria e descanso do carnaval. Sigamos tocando em frente, vivendo bem o tempo presente, guiados pela Fé em Cristo que deve ser constantemente nutrida e amadurecida. Estamos no Ano da Fé e peçamos: "Senhor aumente a nossa fé"!
O autor, Luiz Antonio Lopes Ricci, é sacerdote e colaborador de Opinião