Regional

?Lixão? gera multa para prefeitura

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Bocaina – A prefeitura de Bocaina (69 quilômetros de Bauru) já havia sido autuada no final de janeiro pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) por depositar o lixo de maneira inadequada em uma área na zona rural do município, às margens da vicinal Alfredo Sormani Junior, que liga Bocaina a Bariri. O caso foi divulgado ontem pelo JC após denúncia feita por ex-vereador. Ontem, técnicos da agência ambiental de Bauru retornaram ao local e autuaram novamente o Executivo.

Segundo a assessoria de imprensa da Cetesb, há alguns anos, a prefeitura de Bocaina não realizava mais compostagem (processo que transforma o lixo orgânico em adubo), apenas a reciclagem e o aterro dos rejeitos. No último dia 29 de janeiro, técnicos do órgão constataram que a disposição do lixo não estava ocorrendo de maneira adequada e autuaram o município com pena de advertência, dando prazo de 20 dias para que a situação fosse regularizada.

Ainda de acordo com a Cetesb, a prefeitura possui licenciamento ambiental para depositar lixo na altura do quilômetro 7 da vicinal, com Licença de Operação válida até 1º de junho deste ano. Ontem, durante uma nova vistoria do terreno, técnicos da agência ambiental de Bauru voltaram a autuar o Executivo por irregularidades no processo de depósito de dejetos. A administração informou que terá mais vinte dias para resolver definitivamente as falhas.

O diretor de Desenvolvimento Econômico de Bocaina, Wilson Aparecido Ruis, explica que foi constatado problema no aterramento do lixo, que deve estar solucionado até a semana que vem. Segundo ele, as máquinas quebradas e o período de chuva teriam contribuído para que o processo não ocorresse de forma adequada. “A intenção nossa é de ser referência regional nesse aspecto de lixo”, declara. “Nós estamos com toda a documentação necessária para fazer a renovação da licença e a expansão da área”.


Denúncia

De acordo com denúncia feita pelo ex-vereador e presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Artefatos e Curtimento de Couro da Região de Bocaina, Gisberto Marcos Antunes, a prefeitura estaria depositando lixo doméstico em uma vala, numa área pertencente ao Estado que aguarda autorização para ser utilizada, sem o devido aterramento.

Inicialmente, o diretor de Desenvolvimento Econômico negou qualquer irregularidade. Ontem, porém, ele confirmou o problema no aterramento e os autos de infração emitidos pela Cetesb. Ruis alega que o município não tem condições de desembolsar R$ 40 mil por mês para que uma empresa de Campinas gerencie a usina de compostagem.

A licitação que escolheu a vencedora foi realizada pelo governo anterior e, agora, a atual administração tenta rescindir o contrato amigavelmente. Segundo o diretor, na semana que vem, representante da empresa irá decidir se aceita ou não a rescisão. A prefeitura realiza estudo sobre o volume de lixo doméstico recolhido por dia para decidir se é mais vantajoso operar a usina de compostagem ou terceirizar o serviço.

 

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