Polícia

Vandalismo faz academia fechar

Por Tisa Moraes | Com Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto

Moradores do Colina Verde, onde está localizada a academia ao ar livre, lamentam e reclamam da medida

Inaugurada no final do ano passado, a academia ao ar livre do Parque Colina Verde foi cercada com alambrado e permanece fechada no período noturno. A iniciativa, de acordo com a prefeitura, foi tomada para evitar ações de vandalismo e por questões de segurança, uma vez que está localizada próxima à rodovia João Baptista Cabral Rennó (SP-225), Bauru-Ipaussu.


Inconformada com a medida, já que se trata de um espaço público, a moradora Simone Fortunato, 37 anos, relata que a área já chegou a ser fechada com cadeado até mesmo durante o dia. As chaves ficam sob a guarda dos representantes da sede da Associação de Moradores e Amigos do Colina Verde.


“A academia acabou virando propriedade particular”, reclama Simone. Conforme o JC apurou, o alambrado foi colocado pela própria prefeitura, a pedido do presidente da associação, Gabriel Di Falco. “O local estava se tornando um ponto para consumo de crack. No dia seguinte, tinha até camisinha usada jogada no chão. O que a gente não quer é que os aparelhos sejam destruídos, como a gente vê acontecer em outros bairros”, argumenta.


Simone afirma, no entanto, que a associação teria entregado avisos nas casas para alertar sobre uma futura cobrança de taxa de R$ 10,00 para uso da academia. O presidente confirma que tinha planos de fixar a mensalidade, como meio de arrecadar recursos para contratar professores de capoeira e caratê, que ministrariam aulas na sede da entidade, localizada ao lado da academia.


“São cerca de 300 casas. Se todos ajudassem, teríamos R$ 3 mil disponíveis para este tipo de projeto social. A gente pensava até em chamar um personal trainer. Mas é claro que eu não teria como obrigar todo mundo a pagar”, comenta, negando que algum frequentador da academia já esteja desembolsando alguma quantia. Segundo a Secretaria Municipal de Obras, por ser um espaço público, é proibida a cobrança de qualquer taxa para uso do local.

 

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