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Basquete: ?Cinquentão?, Jordan pode voltar


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17 de fevereiro de 1963. Esse dia, que poderia ser como outro qualquer, ficará marcado para sempre na história do esporte. No bairro do Brooklyn, em Nova York, nascia Michael Jeffrey Jordan, filho de James e Dolores Jordan.


Para a mídia, ele era um mito. Para os amantes do basquete, um super-homem. Mas a verdade é que todos os adjetivos e elogios que possam ser lembrados sempre parecem poucos quando o assunto é aquele considerado o maior jogador de basquete de todos os tempos. Mesmo após ter se aposentado das quadras, onde ganhou tudo que se pode imaginar (confira no quadro), continua com prestígio em alta – mesmo após fracassos como dirigente e problemas conjugais – e, principalmente, arrecadando muito dinheiro – só em 2012 faturou 80 milhões de dólares, segundo a Revista Forbes (leia texto nesta página).


É difícil encontrar um ser humano que não saiba responder de bate-pronto quem é Michael Jordan. Não à toa, o ex-jogador, atualmente dono de 80% do Charlotte Bobcats, pior equipe da NBA, é citado em praticamente todas as listas das cem personalidades mais influentes do mundo. Um estudo encomendado pela Revista Forbes, por exemplo, mostra que a carreira do superastro teve um impacto de US$ 10 bilhões (R$ 19,65 bilhões) na economia dos Estados Unidos.


O nome de Jordan é tão influente que bastou surgir a informação de que ele pode jogar uma partida oficial pelos Bobcats como parte da comemoração do seu 50º aniversário para que milhões de pessoas comentassem o assunto nas redes sociais. Os fãs de MJ desejam vê-lo em ação contra o Chicago Bulls, na sexta-feira, mas especula-se que ele pode jogar antes, contra Orlando Magic (terça-feira) ou Detroit Pistons (quarta-feira).


A primeira pista foi dada pelo próprio Jordan em 2009, no evento que o introduziu no Hall da Fama do Basquete. “Pode ser que algum dia vocês me vejam jogando uma partida aos 50 anos”, disse. Recentemente, ele intensificou os treinamentos com os Bobcats e mostrou boa forma, o que fez com que os rumores sobre a volta ganhassem ainda mais força.


Antawn Jamison, do Los Angeles Lakers, aumentou o clima de expectativa há uma semana. “Eu não duvido que, na situação adequada, ele pode marcar dez ou 11 pontos e jogar de 15 a 20 minutos. Especialmente se ele estiver em forma e sem lesões”, disse o ala/pivô.


Mas para Jordan atuar novamente ele teria de vender suas ações no Bobcats, pois as regras da liga não permitem que um jogador dispute partidas sendo dono de uma equipe.

 

Aposentado, ele ainda ganha US$ 80 milhões

Mesmo fora das quadras há dez anos, Michael Jordan ainda ganha muito dinheiro com seus negócios. Só em 2012, segundo a Revista Forbes, o icônico ex-jogador faturou 80 milhões de dólares de empresas parceiras, como a Nike, Gatorade, Hanes, Upper Deck, 2K Sports e PresbyterianHealthcaree Five Star Fragrances.


Ele ainda conta com seis restaurantes, uma concessionária na Carolina do Norte, um time de motociclismo e 80% do time de basquete Charlotte Bobcats. Investimentos suficientes para fazer com que ele arrecade mais do que quase todos os membros da lista atual da Forbes de atletas mais bem pagos.


Com os consumidores, Jordan também vai bem. Ele tem 22 milhões de fãs no Facebook, o que o coloca em quarto no ranking de atletas, atrás apenas de Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e David Beckham. A fortuna do ex-jogador é estimada em US$ 650 milhões, graças aos anos de patrocínio e aos US$ 90 milhões de salário do Bulls, e tem potencial de crescimento por conta de sua participação acionária no Bobcats. O time é avaliado pela Forbes em US$ 315 milhões, mas tem US$ 150 milhões em dívidas.

 

Guerrinha já encarou a ‘fera’

Atualmente técnico do Paschoalotto/Bauru, Guerrinha enfrentou Michael Jordan na época que era armador da Seleção Brasileira. Ele comenta que foram dois encontros com Jordan, no Pan-Americano de 1983, em Caracas (Venezuela) e nas Olimpíadas de 1992, em Barcelona (Espanha), quando os Estados Unidos (Dream Team) venceram o Brasil por 127 a 83, ainda na primeira fase.


“Em 1983, ele ainda não era o grande nome da seleção norte-americana, mas já tinha destaque no basquete universitário. Em 1992 já era o Michael Jordan que todos conhecem, diferenciado tecnicamente e com uma visão muito boa de jogo”, lembra Guerrinha. “Foi muito legal enfrentar ele, Magic Johnson, Larry Bird, eram ídolos da gente também. O Michael Jordan é ídolo mundial, uma referência não só para o basquete, mas para o esporte em geral, como o Pelé no futebol”, ressalta.

 

Talento precoce

O talento para o esporte em Jordan foi descoberto de maneira precoce. Desde garoto, ele já dava sinais de sua grandeza. Apesar de ter sido preterido no segundo ano do colegial por causa da sua baixa estatura - ele tinha 1,80m na época -, MJ, que também jogava beisebol e futebol americano, conseguiu entrar para o time do Instituto Emsley A. Laney e começou mostrar suas qualidades.


Motivado para demonstrar seu valor, Jordan, que sempre foi competitivo ao extremo, começou a se destacar e terminou a temporada com vários jogos com mais de 40 pontos. No ano seguinte, já com dez centímetros a mais, ele assumiu definitivamente o papel de estrela da equipe. O prodígio entrou para o McDonald›s All American Team (melhor time estudantil) atingindo médias de triplo-duplo: 29,2 pontos, 11,6 rebotes e 10,1 assistências por jogo.


Em 1981, impressionados com o novo talento que surgia na Carolina do Norte, para onde a família Jordan havia se mudado, a universidade local concedeu uma bolsa de estudos ao jogador, que se formou em Geografia. Mas não seria fazendo mapas que ele construiria seu futuro.


No primeiro ano, Jordan foi eleito o melhor calouro de sua conferência. E no segundo, brilhou. Em 1982, sua equipe chegou à decisão da NCAA (liga de basquete universitário dos EUA) para quebrar um jejum de títulos que já durava 25 anos. Contra Georgetown, ele recebeu um passe na lateral do garrafão faltando 20 segundos e anotou os dois pontos que garantiram o título.


Dois anos mais tarde, com outro título da NCAA, o garoto encerrou sua história na Carolina do Norte - que aposentou a camisa 23 - e se apresentou ao draft da NBA. E o esporte da bola laranja não seria mais o mesmo.


Houston Rockets e Portland Trail Blazers, donos das primeiras escolhas, optaram por selecionar jogadores fortes, os pivôs Hakeem Olajuwon e Sam Bowie, respectivamente. Terceiro na lista, o Chicago Bulls escolheu aquele que se tornaria o melhor de todos os tempos.

 

Carreira dividida

A carreira de Jordan nos Bulls durou 14 anos, divididos em duas partes. Na primeira, entre 1984 e 1993, ele conquistou o seu primeiro tricampeonato: 1991, 1992 e 1993. Sob o comando do técnico Phil Jackson e ajudado pelos jovens Scottie Pippen e Horace Grant, foi eleito MVP (jogador mais valioso do campeonato) em 1991 e 1992 e melhor jogador das finais nas três conquistas.


Em 92, pouco depois de ser bicampeão da NBA, Jordan, que já havia sido campeão olímpico em 1984, ainda como universitário, fez parte do “Dream Team” ao lado de lendas do basquete como Magic Johnson e Larry Bird. E conquistou nos Jogos de Barcelona o seu segundo ouro. No ano de 1994, Jordan perdeu o pai e, pouco depois, anunciou que deixava o basquete para jogar beisebol. Ele passou uma temporada em equipes de pouca expressão, Birmingham Barons e Scottsdale Scorpions, antes de voltar às quadras. No retorno, usou o número 45 - e não mais o imortalizado 23 - e acabou não chegando à final da Conferência Leste.


“Tenho medo de que me vejam como um Deus”, disse à época. Nos três anos seguintes, no entanto, Jordan não decepcionou. De novo com o 23 às costas, ele faturou mais três anéis de campeão da NBA, em 1996, 1997 e 1998, tendo sido eleito MVP em duas dessas temporadas.


Após o segundo tricampeonato, Jordan anunciou a segunda aposentadoria. Em 2000, virou executivo do Washington Wizards. E fracassou. No ano seguinte, decidiu voltar a jogar, mas não teve sucesso com o time da capital norte-americana e se aposentou de vez em 2003.


Incomodado com o fracasso como dirigente, Jordan decidiu ter o seu próprio time e comprou uma parte do Charlotte Bobcats em 2006, ano em que se divorciou de Juanita Jordan. O fim da união de 17 anos custou US$ 168 milhões (R$ 327 milhões) ao ex-jogador. Em 2010, Jordan se tornou proprietário majoritário dos Bobcats para torná-lo um time vencedor. O plano, no entanto, ainda não saiu do papel.


 

 

 

 

 

 

 


 

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