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PF encontra 300 quilos de droga com policiais civis em São Paulo


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A Polícia Federal prendeu em flagrante entre a noite de anteontem e a manhã de ontem três policiais civis - dois deles do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) - e encontrou com eles 300 quilos de cocaína.


A carga, segundo a investigação, havia sido apreendida pelo Denarc, principal órgão  da Polícia Civil do Estado de São Paulo no combate ao tráfico de drogas, e seria repassada a criminosos.


As investigações da Polícia Federal  de Sorocaba (249 km de Bauru), que vem monitorando policiais do Denarc há pelo menos seis meses, apontam que drogas eram desviadas e depois revendidas a grupos de traficantes.


Segundo a delegada Erika Nogueira, a PF descobriu que o Denarc havia feito um flagrante de 178 quilos de cocaína em um shopping ao lado da marginal Tietê no dia 14.


Os policiais só registram 38 quilos e ficaram com o restante.


Anteontem, os policiais do Denarc, dentro de um carro usado pela Polícia Civil, estavam escoltando a droga, escondida dentro de um carro dos traficantes, até Sorocaba. Foram interceptados pela PF na rodovia Castello Branco.


Depois, já no início da manhã de ontem, a PF foi até o apartamento de um policial do Denarc em Perdizes (zona oeste de SP) e encontrou mais cerca de 170 quilos da droga, além de seis malas com dólares, euros e reais.



Investigações


A PF chegou aos policiais suspeitos depois de monitorar uma quadrilha de criminosos  com atuação no tráfico no Brasil e outros países da América do Sul.


Por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e um trabalho dos setores de inteligência, os policiais descobriram o esquema montado no  Denarc.


O grupo, afirma a PF, atuava desviando as drogas apreendidas com traficantes. Os agentes do Denarc rastreavam as drogas que entravam no Brasil pelas fronteiras, interceptavam as quadrilhas internacionais e depois soltavam as pessoas detidas. Também há indícios de extorsão contra as quadrilhas.


Além dos policiais, foram presos dois colombianos. A reportagem apurou que a ação criminosa não era restrita ao trio e tinha a participação de outros policiais civis das quatro delegacias do Denarc.

 

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