Internacional

Primeiro Papa a usar o Twitter mantém silêncio sobre renúncia

Reuters
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Cidade do Vaticano - Poderia ter sido o tweet do século, mas o Papa Bento XVI decidiu não anunciar sua renúncia via Twitter, serviço online no qual ele mantém conta desde o ano passado, como resultado de uma incursão à mídia social que apresentou resultados espirituais incertos e pode ser revertida por seu sucessor.

Ansioso por evitar qualquer vazamento de notícias sobre sua renúncia - o que representaria risco porque os tweets do pontífice são digitados por um assessor -, Bento XVI decidiu anunciá-la em pessoa, em latim, a um grupo restrito de cardeais.

Um vídeo registrando o pronunciamento foi distribuído à imprensa mundial.

A notícia da primeira renúncia papal em sete séculos tomou conta do Twitter, gerando 1,5 milhão de comentários nas primeiras 36 horas, de acordo com a Crimson Hexagon, que analisa o tráfego de Internet. Mas um terço dos comentários eram negativos, criticando o Papa ou a Igreja Católica, e 38% eram piadas. Apenas sete por cento dos comentários foram positivos, expressando preocupação com o pontífice ou esperança quanto ao futuro.


Diálogo com judaísmo

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, agradeceu ao Papa Bento XVI, ontem, pelos seus esforços em apoiar as relações frequentemente complicadas entre a Igreja Católica Romana e os judeus, incluindo sua visita à Terra Santa em 2009.  Na viagem, o papa alemão prestou uma homenagem no principal memorial do Holocausto de Israel, foi vista por muitos judeus como expiatória.

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