Esportes

Tênis

Consultoria: Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

BRASIL OPEN - 1

Terminou no último domingo, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, a 13ª edição do Brasil Open de Tênis. O campeão foi o espanhol Rafael Nadal, que em seu segundo torneio, depois de sete meses sem jogar, em razão de contusão no joelho, voltou a vencer; o argentino David Nalbandian foi o vice-campeão. Nas duplas o brasileiro Bruno Soares e o austríaco Alexander Peya, foram os campeões, ao vencerem a dupla formada pelo tcheco Frantisek Cermak e o eslovaco Michal Mertinank, por 2 sets a 1. No que diz respeito ao público nos jogos, o torneio foi  um sucesso: média diária de 9 mil pessoas estiveram no Ibirapuera, nos sete dias de competições. Uma enorme maioria esteve lá para ver Rafael Nadal. Mas, para várias dessas pessoas que prestigiaram, e também para praticamente todos os jogadores, houve problemas e reclamações. Como os ingressos vendidos não tinham lugares marcados, quem chegou mais tarde, para apenas os jogos de Rafael Nadal, não encontrou cadeira vazia e teve que assistir sentado nas escadas, o que até então não era permitido. Já os jogadores, reclamaram da quadra, muito rápida e também da bola (Wilson Championship), dura, leve, e também, muito rápida. Para que se entenda, é possível deixar uma quadra de saibro mais lenta ou mais rápida; se estiver bem compactada, quase que com uma camada de vidro, fica mais rápida; mais fofa, mais lenta. Já as bolas, essas do modelo “Championship”, quando novas, são sempre duras, leves e rápidas.


BRASIL OPEN - 2

Comentou-se que a escolha da bola foi feita pelos organizadores (Koch-Tavares) a fim de favorecer o brasileiro Thomaz Bellucci, que se dá bem com bolas que “andam” muito, e a prova disso são seus dois títulos no ATP, em Gstaad (Suiça), que está a 1.050 metros de altitude, onde a bola é mais leve e rápida. Será verdade? Se for, de nada adiantou, Bellucci perdeu logo na segunda rodada.  Curioso é que os organizadores desembolsaram mais de 1 milhão de dólares para terem, no torneio, o espanhol Rafael Nadal, “Rei” do saibro, que depois de sete meses sem jogar, está tentando voltar e, quanto mais rápida for a quadra e bola, pior será para o espanhol, que ainda não se movimenta como antes. Para chegar à final, Nadal teve que vencer três jogos, sendo dois deles em três sets. Os motivos foram a falta de ritmo de jogo e, claro, também a velocidade da quadra e bola, que o impediam de chegar bem à bola, assim mantê-la na quadra. Acabou sendo o grande campeão, mas a escolha da bola e quadra poderia tê-lo tirado do torneio antes da final, o que seria para os organizadores um “tiro no pé”. Após a partida final, já mais aliviado, Nadal desabafou: “Sinto-me feliz por ter vencido no Brasil. Em 2005, venci no Sauípe (BA), onde praticamente foi o início da minha carreira; agora, depois de sete meses sem jogar por contusão, venci novamente; espero que seja um recomeço”.

FEDERER

No ATP 500 de Roterdã (Holanda), o suíço Roger Federer, atual 2º do mundo, foi derrotado pelo francês Julien Benneteau, por 6/3 e 7/5. Das cinco partidas que disputaram, essa foi a segunda vencida pelo francês, que ocupa a 39ª posição do ranking mundial; a outra foi no Masters 1000 de Paris, em 2009. Em Wimbledon de 2012, Federer venceu Benneteau, mas em cinco sets, e chegou a estar perdendo por 2 sets a 0. Independentemente do ranking do jogador, alguns estilos de jogo não se encaixam com outros...O torneio foi vencido pelo argentino Juan Del Potro, que derrotou na final  o francês Bennetau por 2 sets a 0.


POR EQUIPES

Nos dias 16 e 17 de março, mais um Torneio por Equipes acontecerá nas quadras do Bauru Tênis Clube. As inscrições, que vão até o dia 4 de março, devem ser feitas individualmente na secretaria do clube. A montagem das equipes ficará por conta dos organizadores, para que fiquem homogêneas. 


BAURUENSE CAMPEÃO

O tenista bauruense Carlos Salzedas sagrou-se campeão da categoria 55/59 “B”, no 23º Torneio da Academia Tennis Tomb, de Avaré, disputado no último final de semana. Na final, venceu o tenista de Lençóis Paulista, Paulo Legra, por 2 sets a 1. Os pontos conquistados no torneio fizeram com que Carlão assumisse a primeira posição no ranking paulista da categoria.


DICA

Quando o adversário tem um saque forte que causa problemas para devolvê-lo, há uma tendência de se ficar com os pés plantados e fazer uma preparação de movimento da raquete, para trás, curta, buscando-se apenas bloquear a bola. Isto, basicamente, permite que se consiga retornar a bola, nem sempre com profundidade, no entanto. Mas, se com a mesma preparação de raquete (curta), ao invés de ficar com os pés plantados, quando a bola estiver chegando, você der um leve passo em direção a ela, como se faz no voleio, para aí sim bloqueá-la, o resultado será uma devolução mais profunda.


CURIOSIDADE-1

Logo após vencer o argentino Carlos Berlocq, em jogo de quartas de final do Brasil Open, o espanhol Rafael Nadal arrancou suas munhequeiras e as atirou para a torcida; porém, ao arrancá-las, não se deu conta que tirou também seu relógio, que é preso por uma faixa de velcro, e que, por sorte, este caiu dentro da quadra. Apenas como curiosidade, o relógio era da marca Richard Mille, e de acordo com a revista Forbes, pesa apenas 19 gramas e custa US$ 690 mil (R$ 1.345,5 milhão).


CURIOSIDADE - 2

Mesmo perdendo na final do WTA de Doha, disputado na última semana, para a bielorussa Victoria Azarenka, a americana Serena Willians passou a ocupar novamente a primeira posição do ranking mundial feminino; e mais, agora é a tenista mais velha da história a ocupar tal posição, feito alcançado aos 31 anos, 4 meses e 24 dias de idade. Antes de Serena, no ano de 1985, a também americana Cris Evert ocupou o recorde quando tinha 30 anos, 11 meses e três dias.


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