Bairros

Emei improvisada provoca reclamações

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 1 min

Tenho dó de deixá-lo na escola, mas não tenho outra opção. Fica muito calor lá dentro. Ele fica todo vermelho, suado e chega indisposto em casa. A reclamação é feita por uma mãe de um aluno da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Chapeuzinho Vermelho, que funciona de modo improvisado, desde agosto de 2012, em um salão de uma igreja localizada no bairro Vila Ipiranga, a uma distância de duas quadras da sede da unidade que passa por reformas.

Ao menos quatro mães procuraram o Jornal da Cidade com um sentimento de indignação frente ao calor que os pequenos estariam enfrentando, nos dias de sol forte, no salão que abriga a escolinha. “O teto é feito daquelas telhas de fibrocimento e não tem forro. Fica um ‘forno’ lá dentro. Eu sinto o calor quando entro para buscar meu neto”, comenta a dona de casa Juvenir Aurenino Pereira, de 61 anos, avó de um aluno de 5 anos da Emei.

Na manhã de ontem, era possível observar em funcionamento todos os ventiladores do local (cerca de dez), que possui telhas de fibrocimento, além de todas as portas abertas.

A Secretaria Municipal de Educação informa que, de imediato, três ventiladores estão sendo providenciados para serem instalados nas dependências utilizadas temporariamente pelos alunos da Emei. A pasta esclarece ainda que, no processo de locação do imóvel para abrigar os alunos temporariamente durante as obras, houve a proposta de mais de uma opção disponível. As opções foram apresentadas durante uma reunião, registrada em ata, entre a direção da Emei e os pais que, na sua maioria, escolheram o prédio atualmente utilizado, por sua localização estar mais próxima às residências. A Secretaria Municipal de Educação prevê que as obras da Emei sejam entregues até o final do ano.

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