A defesa de Gil Rugai apontou na noite de ontem um ex-funcionário da empresa do pai de Gil Rugai, morto a tiros em março de 2004, como um dos interessado na morte da vítima.
Segundo o advogado Marcelo Feller, o homem seria nomeado chefe de uma cooperativa que o pai de Gil tinha planos de abrir. Entretanto, ele foi demitido cerca de um ano antes do crime.
Uma das provas que a defesa usou para mostrar que o ex-funcionário ficou insatisfeito com a decisão foi a abertura de um processo trabalhista para cobrar uma dívida de R$ 600 mil da empresa de Luis Carlos Rugai. De acordo com os advogados, o processo continua correndo na Justiça.
Os advogados de Gil argumentaram que o valor dessa cobrança é um motivo maior que o apontado para que o réu fosse culpado pelo duplo homicídio - ele é suspeito de ter desfalcado cerca de R$ 100 mil da empresa do pai.
Questionada, a defesa de Gil Rugai afirmou que não chamou o ex-funcionário para depor porque ele não foi encontrado.
Os advogados ainda afirmaram que a Justiça poderia não encontrá-lo e eles perderiam a chance de chamar uma testemunha mais importante entre as dez escolhidas para depor.
Segundo a defesa de Gil, o ex-funcionário era a única pessoa, além do réu, a ter as chaves da casa onde o casal foi assassinado. A defesa criticou a investigação policial ao dizer que o homem nunca foi investigado.