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Três médicos são presos após morte de pacientes em UTI

Folhapress
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 Três pessoas que trabalhavam na equipe da médica Virgínia Souza, suspeita de provocar a morte de pacientes na UTI do Hospital Universitário Evangélico, em Curitiba, foram presas na manhã deste sábado (23). Uma enfermeira ainda é procurada pela Polícia Civil.


Os anestesistas Maria Israela Boccato e Edison Anselmo da Silva Júnior foram detidos em casa e levados para delegacia do Nucrisa (Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde). O anestesista Anderson de Freitas, que estava em Florianópolis, se apresentou à polícia por volta das 12h.


De acordo com advogados que atuam no caso, a defesa da enfermeira que ainda não foi presa já fez contato com a polícia e avisou que ela também irá se apresentar.


As informações foram passadas pelas defesas dos suspeitos. A polícia não divulgou o nome dos presos porque o caso está sob sigilo.


Segundo a Polícia Civil, a Justiça concedeu os mandados de prisão temporária por 30 dias na noite de ontem. Além disso, a prisão temporária de Virgínia foi convertida em prisão preventiva.


Os mandados de prisão começaram a ser cumpridos por volta das 6h deste sábado (23).


Outro lado


As defesas dos suspeitos afirmam que não tiveram acesso aos decretos de prisão preventiva nem ao inquérito policial. Por isso, ainda não sabem se há acusações contra eles ou se foram detidos apenas para prestarem esclarecimentos sobre a investigação.


Por esse motivo, os suspeitos foram orientados pelos advogados a não falarem durante o depoimento.


Para o advogado Elias Mattar Assad, que representa Virgínia e está atuando também na defesa dos outros suspeitos, as novas prisões foram apenas uma forma de desqualificação de testemunhas que poderiam depor em favor dela.


A médica está presa desde a última terça-feira sob suspeita de cometer homicídios qualificados. Segundo a polícia, há indícios de que pacientes do SUS tenham sido mortos para "liberar" vagas para outros que pagariam pelo serviço. Ela nega as acusações.


 

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