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Hipismo ganha espaço e adeptos

Vanessa Barbeiro
| Tempo de leitura: 4 min

Neide Carlos

Roberta Martha com cavalo Querubim MK Hipismo

Esporte conhecido pela elegância e por proporcionar contato direto com o animal, o hipismo é o bom resultado da integração entre o conjunto (cavaleiro/cavalo), gerando dedicação, respeito, parceria e disciplina, além de ser um esporte que melhora o equilíbrio e a coordenação motora.

Há dois anos o público de Bauru e região pode desfrutar desta paixão no Centro Hípico do Haras Santa Rosa, localizado na rodovia Bauru-Ipaussu, onde são ministradas aulas de hipismo de segunda-feira a sábado, além de oferecer equoterapia (leia mais na página 13).

Com uma equipe renomada e de destaque no esporte, a responsável pelo Centro e instrutora da escolinha de equitação, Maria Roberta Martha Vieira, fala sobre o trabalho realizado no local e novos projetos para o futuro.

“Temos uma boa estrutura para atender mais alunos e proprietários (alunos que têm animal próprio), além de uma excelente equipe. Nosso trabalho de competição é com o salto, pouco conhecido no interior, pois nossa região é voltada para o hipismo rural”, explica Roberta.

O instrutor Alisson de Moura Lima, que trabalha com equitação há mais de dez anos, treina cavaleiros e cavalos para campeonatos regionais, estaduais e nacionais no Centro Hípico, e fala da importante combinação do conjunto.

“Todo o esforço é direcionado e o aluno só vai para competição se realmente estiver preparado. O cavalo tem que ter força, agilidade e coragem, assim como o cavaleiro. É prazeroso você ver o avanço e o crescimento da ligação entre o cavaleiro e o cavalo”.

A equipe ganha ainda mais força com o também instrutor Marcos Ribeiro Junior, campeão brasileiro Senior por equipes e vencedor de inúmeros GPs no Brasil e no exterior, que dá aula para os competidores há cada quinze dias no haras.

“O diferencial do nosso trabalho é o método de treinamento, que visa preservar o cavalo, usando as técnicas mais atuais para o cavaleiro”, esclarece Ribeiro.

Projetos futuros

Com uma estrutura adequada, o Centro Hípico Santa Rosa visa realizar uma competição para alunos e convidados, buscando assim apresentar para a cidade o espaço e o esporte mais de perto, ainda neste semestre. 

“O maior projeto do Centro Hípico é oferecer uma nova opção de hipismo em Bauru, trazendo coisas novas, mais ferramentas para amantes do esporte e principalmente apresentar o esporte seguro”, explica José Martha.

 

O esporte

Uma característica particular do hipismo é que homens e mulheres podem competir juntos com as mesmas possibilidades de vitória, diferentemente de outros esportes, em que o desempenho masculino é superior devido à maior força física.

Sem divisão por sexo, os competidores são separados conforme a idade: minimirim (até 12 anos), mirim (12 a 14 anos), juniores (14 a 18 anos) e seniores (acima de 18 anos).

“Hipismo é um esporte que não tem idade, nem diferença entre homens e mulheres. Na aula, o aluno aprende desde os fundamentos básicos do hipismo, se familiarizar com o ambiente e o cavalo, até se sentir seguro para o objetivo principal, que é o salto”, explica Roberta Vieira.

Os cavalos atletas

Os cavalos de competição são considerados atletas e o destaque de qualquer prova de hipismo, por isso eles têm treinamento diário, descanso com direito a massagem e terapias de relaxamento.

O veterinário Clóvis Gomes de Carvalho Jr., que inspeciona diariamente os mais de 15 animais, controlando desde a alimentação até a vacinação e as vestimentas deles, conta que eles são as estrelas e explica um fato curioso sobre as ligas de descanso ou de trabalho - as meias colocadas no tornozelo do animal). Elas servem para relaxamento e proteção de lesões.

“Os cavalos têm tratamento de atleta e precisam de disciplina e descanso. As ligas ajudam o cavalo a relaxar e também prevenir lesões”, afirma. José Martha concorda e conclui: “Os cavalos são os grandes astros desse esporte, o mérito é deles”.

Os animais da escola de equitação têm em média de 13 a 14 anos, faixa ideal para contato com crianças, e são conhecidos como os “professores” da escola. “Chamamos nossos animais da escolinha de cavalos professores, pois eles já ensinam aos alunos os movimentos corretos. O rodízio entre os animais e alunos nas aulas também é muito importante para ter a noção que cada cavalo é diferente no tamanho, gênio, caráter, personalidade”, destaca Roberta.

Saltos

Nas provas de salto, cavaleiro e cavalo devem ultrapassar com perfeição uma pista que contém de 12 a 15 obstáculos diferentes distribuídos na área de competição, cujas medidas podem variar entre 700 e 900 metros.

O cavaleiro deve fazer duas vezes o percurso da prova. O vencedor será o cavaleiro que errar menos em menos tempo. A prova de salto de obstáculos avalia a potência, a habilidade e a obediência do cavalo ao salto, além da qualidade da equitação do cavaleiro.

Yan Giraldi Soila, 15 anos, já pratica o esporte há oito anos, e no ano passado ficou em terceiro lugar no Campeonato Paulista. Treinando todos os dias, exceto domingo e segunda, Yan diz que é apaixonado pelo esporte desde criança e revela que seu medo nunca foi da prova em si. “Não tenho medo de cair nem de saltar, fico muito nervoso mesmo com todos me olhando” diz Yan.

Outros alunos também foram destaque no ano passado em competições, entre eles Carmen Vono Coube (3º lugar no campeonato paulista - Iniciantes, 2012) e Maria Luiza Martha Vieira (4º campeonato agromen na categoria - principal, 2012).

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