O julgamento dos dois acusados de envolvimento na morte da advogada Mércia Nakashima, encontrada morta no dia 10 de junho de 2010, em uma represa na cidade de Nazaré Paulista (342 km de Bauru), foi desmembrado. Com isso, apenas o ex-namorado da vítima Mizael Bispo de Souza, será julgado 11 de março.
O vigilante, acusado de ter participado do crime, será julgado apenas em 29 de julho. A decisão de separar os dois júris acontece a pedido da defesa de Evandro Bezerra, que alegava tese conflitante entre os dois acusados.
No último dia 14, Evandro prestou depoimento ao juiz Leandro Bittencourt Cano e afirmou que foi buscar Mizael na represa onde foi encontrado o corpo de Mércia no dia do crime, mas disse que não pode afirmar com certeza se o ex-namorado da vítima tem envolvimento na morte dela, segundo o advogado José Carlos da Silva, que representava o vigia na ocasião.
Evandro disse ainda que Mizael entrou em contato com ele por um celular usado profissionalmente, e não pelo celular pessoal, apreendido pela polícia. Segundo Evandro, ele afirmou apenas que precisava de uma carona para voltar de uma festa. Ele também destacou que era comum Mizael estar armado, como estava no dia da suposta carona.
O advogado de Evandro deixou a defesa do vigilante na última semana e não foi informado ainda se ele já adquiriu outro representante.
O advogado de Mizael, Samir Haddad Jr, afirmou ontem que a versão apresentada durante o interrogatório é mentirosa e destacou que “Mizael nunca este na represa, nunca ligou para Evandro e nunca entrou no carro dele”. “Sei disso porque o Mizael não matou Mércia”, disse ele.
“O Evandro está tentado salvar a própria pele. Mas eu estou tranquilo, isso não muda a nossa defesa”, acrescentou o advogado de Mizael. Os dois acusados estão presos desde o ano passado.