O ex-diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, pediu que o livro de uma ex-amante, cujo lançamento está previsto para amanhã, seja confiscado, informaram ontem seus advogados. Partes do livro, intitulado “Bela e fera” (ou “Belle et bête, no original em francês), já foram publicadas pela imprensa. Strauss-Kahn processou a ensaísta e sua editora Stock por “violação da intimidade da vida privada” e pede a inserção de um encarte em cada um dos exemplares da obra, além de pedir que esta seja confiscada.
Ele pede também uma indenização de 100 mil euros por danos para Iacub e a editora, além da mesma soma para o “Le Nouvel Observateur”.
A Justiça da França vai realizar uma audiência hoje para determinar se proíbe ou não o lançamento do livro, algo que não acontece desde 1996, quando foi barrado um livro que tratava do estado de saúde do ex-presidente François Mitterrand.
Os advogados de Strauss-Khan pediram também que sejam tomadas medidas contra o periódico semanal “Le Nouvel Observateur”, que na última quinta-feira publicou extratos do livro de Marcela Iacub, uma ensaísta francesa de origem argentina que assegurava ter mantido um romance de sete meses com o político no ano passado.