O trote universitário não é violento. O que o torna violento são as pessoas que, depressa com a vida, se tornam ignorantes ou não respeitam a alegria do mais novo integrante universitário. Não somos obrigados a participar desta festa que serve para integrar os veteranos dos calouros que teve sua origem na idade média. Vai quem quer.
Já os pedágios muitas vezes não servem para festas e bebidas. Existem pedágios em que toda a renda é destinada às instituições beneficentes da própria cidade ou aos diretórios acadêmicos da faculdade, que muitas vezes são públicas e não contam com muitos recursos para destinar ao aluno. Pode ser perigoso, não por o aluno ser irresponsável, mas sim por motoristas pensando que universitários são pessoas de má índole ou apenas por não terem oportunidade de sentar em cadeira acadêmica, aceleram o carro com intenção de machucar o calouro. Se pararem com os pedágios, deve-se pensam também em parar com os flanelinhas panfleteiros e malabaristas, que muitas são menores que se quer sabem o risco que correm. Isto ninguém pensa ou age para mudar esta realidade.
Punição pela faculdade, nada resolverá! Não sei das faculdades públicas, mas para as privadas elas não vão aplicar medidas punitivas. São de alunos pagando altas mensalidades que elas tiram a seu recurso financeiro. Com muitas faculdades que temos, se um aluno for punido drasticamente, ele simplesmente sai daquela faculdade e entra em outra, é simples assim.
Ir contra o trote é ir contra estudante, que são criativos e sabem lutar pelo seu direito de expressão e liberdade. Portanto, dêem condições primeiro para aqueles que vivem diariamente nas esquinas debaixo dos semáforos, muitas vezes ameaçando as pessoas, para depois pensarem em acabar com a festa de universitários. Se pesquisarmos, encontraremos outras formas de trote que são verdadeira violência, as quais universitários jamais fariam.
Ramsés Yshizuka