A queda de um balão, ontem, na cidade egípcia de Luxor, matou 18 turistas estrangeiros e um local, e fez com que as autoridades suspendessem a prática da atividade na região.
Acredita-se que este tenha sido o acidente mais grave da história do balonismo, praticado há mais de 200 anos.
Entre os mortos estão nove turistas de Hong Kong, quatro japoneses, e dois britânicos - um deles sobreviveu à queda, mas morreu no hospital. As outras vítimas são de nacionalidades belga, húngara e francesa.
Um turista britânico e o piloto, egípcio, saltaram da cesta quando o balão estava perto do chão e sobreviveram. Eles foram levados ao Cairo com queimaduras graves, segundo a agência de notícias estatal egípcia.
O acidente ocorreu por volta das 7h no horário local (3h em Brasília), após uma corda usada na aterrissagem ter batido em um tanque de hélio, causando uma grande explosão - que chegou a ser ouvida do chão, segundo testemunhas - e um incêndio no interior do veículo.
O balão caiu em uma plantação de cana-de-açúcar, de uma altura de 300 metros, a oeste do rio Nilo.
O ministro da Aviação Civil do Egito, Wael el Maadawi, afirmou que uma comissão foi enviada ao local do acidente para investigá-lo.
Ver o amanhecer de Luxor em um balão é uma das atividades mais populares entre os turistas no local. As autoridades temem que o acidente cause o cancelamento de reservas de viagens na já afetada indústria do turismo do país.