Nas últimas três semanas quase 100 pessoas, entre profissionais, alunos, pacientes e seus familiares, estiveram unidas por um propósito: a melhora da fala de quem nasceu com uma fenda no palato (céu da boca).
O esforço conjunto entre profissionais e alunos do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP/Centrinho) e da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP) faz parte do Programa de Terapia Intensiva, desenvolvido pela equipe desde 2003. O programa já beneficiou quase 100 pacientes, média de 10 por ano.
A grande vantagem é que em três semanas os pacientes participam de um número de sessões de fonoterapia equivalente a um ano inteiro de trabalho se fossem sessões semanais. “Este grupo de 18 pacientes participou de quatro sessões por dia ao longo dessas últimas três semanas, incluindo os sábados. O mais gratificante é perceber que neste curto espaço de tempo eles apresentam melhoras significativas com resultados duradouros”, explica a coordenadora do programa, Maria Inês Pegoraro Krook.
No último sábado, o Centrinho-USP funcionou para receber esses 18 pacientes. Para isso, cerca de 50 especialistas, entre fonoaudiólogos do setor de Prótese de Palato e da Clínica de Fonoaudiologia da FOB-USP, alunos graduandos e pós-graduandos das duas instituições e demais profissionais, como psicólogos, estiveram no hospital para oferecer as últimas sessões do atendimento intensivo.
A professora Maria Inês Pegoraro Krook ministrou uma palestra às mães desses pacientes para explicar a elas, didaticamente, o que é a fala. “Assim, mesmo em suas casas, elas terão condições de continuar contribuindo para a melhora da fala de seus filhos”, afirma a professora.