Tribuna do Leitor

Bauru, a cidade das coincidências na área de concursos


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Sou leitor assíduo do Diário Oficial de Bauru, jornal este que publica assuntos referentes à Prefeitura, Câmara Municipal, Emdurb, Cohab, Funprev. Pois bem, acompanhando os concursos que são realizados pelos órgãos de Bauru, verifiquei algumas coincidências abaixo elencadas.

No ano de 2006, o filho do Secretário de Negócios Jurídicos à época, que por sinal é ex-promotor, passou em 1º lugar para o cargo de Procurador Jurídico da Prefeitura. Detalhe, ele entrou na prova discursiva 40 minutos após o fechamento do portão. Esse concurso foi anulado pela Justiça e esse ser não é servidor da prefeitura, tendo sido exonerado pelo ex-prefeito Tuga Angerami.

No ano de 2011, outra coincidência, qual seja, o irmão do atual presidente da Funprev, conselheiro à época, passou em 1º lugar para o cargo de economista. Detalhe, o cara era tão inteligente que acertou 100% da prova, não que ele não seja capaz, mas é muita coincidência, não acham? O cidadão acabou não assumindo o cargo por pressão dos vereadores, que abriram inclusive um CEI para averiguar a situação e, ainda, pelo assunto ter sido ventilado, com veemência, pela imprensa bauruense.

No mesmo ano de 2011, um ex-assessor de imprensa da Emdurb, locutor esportivo famoso em Bauru, logrou êxito no concurso de Leiturista do DAE, tendo sido classificado em 1º lugar, a pessoa em questão assumiu o cargo e atua no DAE desenvolvendo a função a qual foi contratado. No ano de 2012, a Câmara Municipal abriu concurso para o cargo de jornalista, sendo que na primeira fase o 1º colocado era nada mais que o assessor de imprensa do prefeito Rodrigo Agostinho, além de ser ex-diretor de uma TV, de propriedade da ex-vereadora Chiara Ranieri, porém, na segunda prova o candidato não foi tão bem assim, tendo a vaga sido preenchida por uma jornalista de uma emissora de rádio da cidade.

No início do ano de 2013, uma servidora do DAE, que ocupa cargo de confiança, passou, olha só que coincidência, em 1º lugar no cargo de comprador, mas como era funcionária de carreira, foi exonerada do cargo antigo, da função de confiança de diretora, assumiu o cargo novo e voltou ao cargo de diretora, tudo isso de forma instantânea.

Não quero aqui dizer que todas essas coincidências são frutos de irregularidades, mas é no mínimo estranho esse tipo de coisa acontecer no município e com a freqüência que se vê. Para evitar esse tipo de coisa, a prefeitura e os órgãos citados deveriam ser obrigados a contratar uma empresa para a realização de concursos, evitando assim desconfianças da população. Para o momento, era só!

Antonio "Giroto" Junior

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