Polícia

Polícia Civil desbarata megaquadrilha

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 4 min

Renan Casal

Armas, munição, notebooks e dinheiro foram apreendidos ontem pelos policiais

Uma megaoperação da Polícia Civil, na manhã de ontem, em Bauru, resultou na desarticulação de uma quadrilha que atuava na cidade e na região. O grupo formado por 13 pessoas, que estão com prisão temporária decretada pela Justiça, movimentaria, segundo a polícia, cerca de 70 quilos de cocaína por mês, que renderiam ao menos R$ 1 milhão para o tráfico.

Ao todo, oito pessoas foram presas, entre elas, donas de casa e um comerciante, que é apontado como líder do bando. “Era uma quadrilha bem organizada, formada por mulheres donas de casa, jovens, pessoas com nível social diferenciado e homens de meia idade. Estimamos que a movimentação mensal do tráfico chegaria a 70 quilos de droga, sendo a cocaína o forte do grupo. Sem dúvida é a prisão de uma das maiores quadrilhas que atuavam em Bauru”, aponta o delegado seccional Marcos Mourão, que comandou a operação.

A megaoperação teve início por volta das 4h30 de ontem e envolveu 53 policiais de Bauru e região que tiveram o cumprimento dos mandados de busca e apreensão sob o comando da Delegacia Seccional de Bauru, em parceria com a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), que investigava a quadrilha desde novembro de 2012, após várias apreensões de drogas.

As ações renderam diligências em 12 pontos diferentes nos bairros Vila Dutra, Parque Jaraguá, Vila Ipiranga, Nova Esperança e Santa Edwirges, mas as prisões ocorreram apenas nos últimos três locais.


Prisões

Foram presos em flagrante Márcio Luiz Claudio, 34 anos, que estava em sua casa, localizada em um condomínio residencial, no bairro Vila Ipiranga, portando uma pistola calibre 45 de uso restrito; Caio Cesar de Oliveira Souza, 19 anos, que portava um revólver calibre 38 e munições, em uma casa no Santa Edwirges, e Bruno Carneiro, 29 anos, preso em uma residência no Nova Esperança com carregadores de pistola e munição 357 de uso restrito da polícia. As apreensões no Santa Edwirges ocorreram nas alamedas Licurgo e Demóstenes.

Além disso, ainda no Santa Edwirges, a polícia cumpriu mandado de buscas contra Clodoaldo Cardoso Coelho, 30 anos; Maria do Socorro Oliveira de Souza, 49 anos, dona de casa; Mariana Diamantino Carneiro, 27 anos, irmã de Marcelo Diamantino Carneiro, 29 anos, também preso; e Maria Ferreira Diamantino, 46 anos, dona de casa, mãe dos acusados e tia de Bruno, detido em flagrante.

Nos locais também foram apreendidos três tablets e dois notebooks, que teriam informações sobre a contabilidade da droga, além de uma espingarda de chumbo, R$ 1.773,00 em dinheiro, 23 munições de pistola calibre 45, seis munições de revólver calibre 38, 22 munições de revólver 357 e três veículos, dois Palios relacionados a Marcelo e um Golf relacionado a Márcio.

Além disso, outras cinco pessoas ainda são procuradas pela polícia. Os nomes, entretanto, não serão divulgados para não atrapalhar as investigações.

“O inquérito será instaurado e através da análise da contabilidade nos equipamentos investigaremos a possibilidade de participação de mais pessoas nessa quadrilha”, reforça o delegado.


‘Cabeça’ da quadrilha é comerciante

Imagens gravadas pelos próprios policiais mostram momentos ao longo das apreensões e a fachada das residências em que as prisões foram realizadas. A casa que mais chama atenção é o grande sobrado em um condomínio fechado no qual morava Márcio Luiz Claudio, vulgo “Come Ranho”, apontado pela polícia como o “cabeça” da quadrilha. O rapaz, segundo o delegado, dividiria as atividades ligadas ao tráfico com a profissão de comerciante em uma loja de tintas na quadra 1 da rua Campos Salles.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, Marcelo é apontado como responsável pela recepção e distribuição da droga, que seria armazenada por Bruno, indicado como gerente da quadrilha. Para Caio, segundo a polícia, sobraria a função de ajudar e fazer a comunicação do grupo com as “biqueiras”, que eram comandadas pelos outros integrantes e tinham o suporte das donas de casa.

Os acusados responderão por porte ilegal de arma de fogo e de munição de uso restrito, envolvimento com o tráfico de drogas e formação de quadrilha. “Se condenados, eles poderão pegar de 5 a 15 anos de prisão”, afirma Marcos Mourão.

Parte dos presos seria encaminhada para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru e outra parte para Avaí.


Fugitivo

Em uma das residências no Santa Edwirges a polícia localizou ainda um rapaz de 18 anos que estaria foragido da Fundação Casa.

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