Mais drogas foram apreendidas ontem em Bauru na continuidade da Operação Conexão, que é comandada pelo Ministério Público do Estado (MPE) de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) - Núcleo Bauru. Em cumprimento de mandados, a Polícia Militar (PM) localizou cocaína e maconha.
Após sete meses de investigações, a operação conseguiu o desmantelamento de uma organização criminosa de significativas proporções que atuava no narcotráfico interestadual para distribuição de maconha e cocaína na região de Bauru. Ao todo, já foram apreendidos 238,5 quilos de drogas. Ontem, policiais da Força Tática, Canil e Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam) localizaram mais entorpecentes. Eles cumpriram mandados de busca em três bairros de Bauru, sendo que, no Fortunato Rocha Lima, nada foi encontrado.
Já em um terreno baldio, na quadra 23 da rua Alto Juruá, foi localizado meio tijolo de maconha. “A droga estava enterrada. A cachorra Bianca, do Canil, que estava sob comando do cabo Neto, localizou a droga, com peso aproximado de 250 gramas”, conta o tenente Bruno Mandaliti Scarp, comandante do 1º Pelotão de Força Tática da PM.
Vila Industrial
Depois, na Vila Industrial, a PM cumpriu mandado de busca e apreensão em uma construção no cruzamento da avenida das Bandeiras com a rua Itacuruçá. “Na gaveta do gerente do depósito, localizamos 10 gramas de cocaína. Ele admitiu ser de uso pessoal e que pagou R$ 120,00 pela droga. O homem foi encaminhado ao Plantão da Polícia Civil”, complementa Mandaliti.
Apesar de ninguém ter sido preso ontem, a Operação Conexão já resultou em 14 prisões, sendo três os líderes do grupo. De acordo com o Gaeco, a organização mantinha ramificações em várias cidades fronteiriças do país. Ontem, além de mandados em Bauru, foram cumpridos também diligências em Piraju.
Para guardar a droga, os narcotraficantes se mantinham fortemente armados, negociando fuzis de grosso calibre, em especial para venda na cidade de São Paulo, além de outros armamentos.
Trens
As investigações apontam que a droga era trazida no interior de vagões de trens carregados com minério, na ferrovia que liga Bauru até a divisa com a Bolívia. Os criminosos usavam, inclusive, rastreadores via satélite para acompanhamento do transporte do entorpecente no trem.
Mulheres bolivianas engoliam cocaína pura para trazer a droga para a região. Já a maconha era distribuída no “atacado” para cidades da região.