Política

Parque das Nações espera asfalto há 6 meses, mesmo com galerias

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Ao contrário do que pregava o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), a conclusão das galerias não é fator determinantes para que o asfalto chegue aos bairros. A população do Parque das Nações espera pela pavimentação desde agosto do ano passado, quando a rede de escoamento foi instalada no local.

Morador da quadra 4 da rua Luiz Ferrari, o aposentado Emerson Ney Brancaglion, 53 anos, não esconde sua indignação. “Ouvimos a promessa do prefeito na primeira campanha. Na segunda, ele repetiu, dizendo que já tinha o dinheiro em caixa e só faltavam as galerias. Agora, ele não vem mais ouvir nossas reivindicações e não recebeu uma comissão de moradores no gabinete”.

A via em que o aposentado mora é linha do transporte circular. Os ônibus, porém, não conseguiam subir a rua por conta dos inúmeros e profundos buracos.

Na manhã de ontem, máquinas da prefeitura foram levadas até o local para nivelar o solo. O serviço, porém, gerou outro problema: a perfuração da rede de água. “Não para de vazar água cristalina e eles só colocam um cano espetado na terra para fingir que sinalizam. Vai saber, agora, quando o DAE vem consertar”.

O secretário municipal de Obras, Sidnei Rodrigues, informou que a empresa H Aidar, vencedora da licitação para a pavimentação de 20 quadras no Parque das Nações, começou a executar o serviço ontem.

Na última terça-feira, o vereador Roque Ferreira (PT) questionou o secretário sobre a inércia da prefeitura na cobrança das empreiteiras que vencem as disputas públicas, mas não têm estrutura para executar os serviços nos prazos combinados. “Chamamos a empresa para uma conversa e ficou o comprometimento de dar início às obras”, admitiu Sidnei.


Problemas?

Mesmo com as galerias já instaladas, Emerson está preocupado com o serviço. Ele mostrou à reportagem o desnível entre duas bocas de lobo construídas na mesma quadra. “Não sei o que vai acontecer quando colocarem o asfalto”.

Segundo ele, uma delas, assim como a quase todas as outras, foram construídas no prazo de 15 dias. “A última fizeram em apenas um. Deu a impressão de que queriam acabar logo por causa do período eleitoral”, afirma.

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