Renan Casal |
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Leandro Ribeiro Batista foi preso com a mesma camisa que, segundo a vítima, ele usava no dia do estupro |
Aos choros e com marcas de sangue na camisa. Foi assim que Leandro Ribeiro Batista, 27 anos, chegou na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) na madrugada de ontem. Preso pela Polícia Militar (PM), ele é acusado de ter estuprado uma jovem de 18 anos na região central de Bauru na noite do último dia 18. Ele, porém, nega o crime.
O estupro ocorreu por volta das 22h, na quadra 6 da rua Marcondes Salgado, entre a Araújo Leite e a Nações Unidas. A jovem trabalhava na região e ia para casa quando foi abordada pelo homem.
Segundo relatos da vítima, o agressor disse estar armado e anunciou um assalto. Depois, pegou a vítima pela mão e a conduziu até a frente de uma loja automotiva. Após pegar o celular da jovem, ele a levou para uma área recuada ao lado do estabelecimento e a estuprou por meio de penetração anal.
Desde então, Leandro Batista, que é usuário de crack, estava com a prisão temporária por 30 dias decretada. Na madrugada de ontem, foi localizado por policiais militares da Base Centro na quadra 12 da avenida Nações Unidas.
“Os policiais foram chamados para atender uma ocorrência de desinteligência que não teve nada a ver com esse caso. No caminho, porém, encontraram o Leandro machucado. Como já estavam com a foto do suspeito, reconheceram e o abordaram”, conta o capitão Ézio Carlos Vieira de Melo, coordenador operacional do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPM-I).
O homem estava com a mesma camisa do Corinthians que, segundo a vítima, foi usada no dia do estupro. Leandro foi conduzido a DDM, onde prestou depoimento. “Ele nega o crime. Mas, a vítima, que já havia feito o reconhecimento por meio de fotografias, veio até a delegacia e não teve dúvidas de que se tratava do autor”, conta a titular da DDM, Priscila Alferes.
Na manhã de ontem, Leandro foi encaminhado para a Cadeia Pública de Barra Bonita. Segundo a delegada, ele será indiciado por estupro e roubo. “Estamos aguardando alguns laudos e iremos ouvis mais algumas testemunhas”, complementa Priscila Alferes.
História de novela
Antes de ser encaminhado para Barra Bonita, Leandro Ribeiro Batista conversou com a imprensa e negou o crime. “Só estou ‘dando esta reportagem’ porque sou inocente. Tem que pegar o cara que fez isso”, defendeu-se, confirmando ser usuário de crack. “Infelizmente eu sou”.
Questionado sobre onde estava na data do estupro, ele disse que estaria em um churrasco do trabalho. “Ia dormir no albergue, mas fui trabalhar na reciclagem. Estava trabalhando quando isso aconteceu”, alega o acusado, citando alguns nomes de colegas de trabalho.
Para a delegada Priscila Alferes, porém, ele alegou outra versão. Além de não apontar quais pessoas poderiam confirmar seu álibi, Leandro Batista disse que estava assistindo à novela das 21h.
Sobre os ferimentos com o qual foi encontrado, ele disse que apanhou justamente por conta da acusação do estupro. “Bateram em mim por causa disso. Mas não fui eu. Nem estuprei e nem roubei celular nenhum”, defendeu-se, antes de desejar um “bom dia de trabalho” para a reportagem.
