Internacional

Na Itália, comediante pede mudança na lei eleitoral para apoiar governo

Folhapress
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O comediante Beppe Grillo, líder do Movimento Cinco Estrelas, disse ontem que pode fazer uma aliança para formar o novo governo da Itália caso a centro-esquerda ou a centro-direita prometerem reformar a lei eleitoral.

Dentre as mudanças pedidas por Grillo em entrevista à revista alemã “Focus”, publicada hoje, estão acabar com a reeleição ilimitada dos parlamentares, fixando um limite de dois mandatos, e o reembolso das despesas eleitorais.

Grillo comanda a agremiação, que ficou em terceiro lugar no pleito para o Parlamento. O país enfrenta um impasse após a vitória apertada da centro-esquerda, liderada por Pier Luigi Bersani, na Câmara, e da centro-direita do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi no Senado.

Os dois partidos disputam apoio para poder formar um governo desde o fim da eleição, na segunda-feira passada. O impasse provocou a incerteza dos países europeus e do mercado financeiro sobre o rumo que tomará o país, um dos mais afetados pela crise econômica na zona do euro.

Dentre as mudanças pedidas por Grillo em entrevista à revista alemã “Focus”, publicada hoje, estão acabar com a reeleição ilimitada dos parlamentares, fixando um limite de dois mandatos, e o reembolso das despesas eleitorais.

“Se o Partido Democrata de Bersani e o Povo da Liberdade de Berlusconi sugerem uma mudança imediata na lei eleitoral, então é claro que eu iria apoiar um governo imediatamente. Mas eles não vão. Eles estão apenas blefando para ganhar tempo”, disse.

Em um blog, postado em seu site, Grillo disse que seu partido não iria dar um voto de confiança para qualquer tipo de apoio do governo, mas apenas consideraria apoiar leis individuais.

A maioria dos parlamentares deve apoiar moções de confiança --que são realizadas regularmente no Parlamento italiano, como forma de acelerar a tramitação de leis-- com o objetivo de manter um governo.

Em declaração hoje, o presidente italiano, Giorgio Napolitano, pediu aos partidos que sejam realistas. “Todos nós temos a obrigação de salvaguardar o interesse público e a imagem internacional do país”, disse ele.

Napolitano, cujo mandato termina em maio e cujo sucessor deve ser nomeado pelo Parlamento, descartou a possibilidade de voltar às urnas.

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