Bairros

Voluntária centenária


| Tempo de leitura: 2 min

Abibia Aguiar Monteiro, dona Bibi, é prova de que idade não é documento ou desculpa para não se mexer. Aos 102 anos, ela faz questão de ser voluntária na oficina da Paróquia Santa Rita de Cássia, onde ajuda a preparar o enxoval de gestantes carentes e mães que necessitam de ajuda.

O trabalho na Santa Rita, dona Bibi começou há cerca de 30 anos, quando também deu início ao seu voluntariado na Apae Bauru. “Trabalhei em prol da Apae por 30 anos e desde os primeiros passos da instituição, quando poucos alunos eram atendidos lá. Fiz de tudo um pouco, desde trabalhar no escritório até lavar a louça. Também fiz muito trabalho artesanal para vender em feiras. Ainda me arrisco um pouco no crochê”, mostra para a equipe. 

Segundo a prestativa senhora, ajudar o semelhante é uma grande benção e uma obrigação do ser humano. “Sinto-me muito bem e acho que o bem maior vem para mim mesma”.

E tudo começou, conta dona Bibi, quando os seus filhos já estavam crescidos e ela decidiu trabalhar. “Pensei que o trabalho voluntário seria a melhor opção. E foi, ou melhor, ainda é”, afirma a voluntária, que tem dois filhos, cinco netos e cinco bisnetos.

E o segredo para tanta disposição? De acordo com ela, é entender as pessoas e pensar que o amanhã será sempre melhor. “A minha vida tem sido um caminho com flores e poucos espinhos. E eles (os espinhos) eu tiro com facilidade”, ensina.

Moradora da Vila Nova Cidade Universitária, dona Bibi foi uma das primeiras moradoras da rua Manoel Pereira Rolla, e lembra que viu o bairro crescer e se desenvolver. “Inclusive vi a construção do Vitória Régia. Às vezes, eu paro e penso: Gente, eu já tenho mais de 100 anos. Com é que eu vim parar aqui?”, e sorri.

Comentários

Comentários