Estarrecedor e lamentável a postura machista e discriminatória de alguns estudantes e veteranos da USP de São Carlos contra um grupo de feministas que protestavam contra o trote pornográfico do qual as novas calouras são obrigadas a participar (inclusive tirarem as roupas e mostrarem os seios). O mínimo que se espera da Reitoria da USP é a expulsão desses genéricos de criminosos travestidos de estudantes que chegaram a praticar, conforme mostraram as fotos e as imagens, a apologia ao estrupo através de uma boneca inflável e violento atentado ao pudor ao materializarem o gesto de masturbação.
Não podemos generalizar, mas pelo visto este tipo de trote era corriqueiro e uma universidade que se sente a mantenedora da elite intelectual do País não pode admitir uma barbaridade dessas. Aliás, as feministas que foram aviltadas deveriam fazer um boletim de ocorrência e pedirem a instauração de inquérito para apurar as atitudes dos responsáveis para eventual punição.
Pedro Valentim