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Combates em Aleppo matam 200 em uma semana, diz grupo opositor

Folhapress
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Pelo menos 200 pessoas morreram nesta semana na disputa pelo controle de uma academia militar na Província de Aleppo, no norte da Síria. A informação foi divulgada ontem pelo grupo opositor Observatório Sírio de Direitos Humanos.

De acordo com o presidente do grupo, Rami Abdel Rahman, disse que, dentre os mortos, estão 120 soldados aliados ao ditador Bashar Assad e 80 insurgentes. Eles participavam das forças que tentavam dominar a academia de Khan al Asal, onde há confrontos desde o último domingo.

Os combates aconteceram após uma ofensiva de diversos grupos de rebeldes sírios, incluindo o Exército Sírio Livre e integrantes da Jabhat al Nusra, grupo vinculado à rede terrorista Al-Qaeda que combate entre os insurgentes.

Os rebeldes voltaram a dizer ontem que tomaram o controle da área, como anunciado quatro vezes nesta semana. O regime sírio não comentou sobre o incidente. As informações não podem ser confirmadas de forma independente devido às restrições impostas pelo regime sírio aos jornalistas internacionais.

Além dos confrontos em Aleppo, o Observatório Sírio de Direitos Humanos diz que os rebeldes também tomaram uma prisão na Província de Raqaa, no leste do país, liberando centenas de presos políticos e criminosos comuns.

Desde o início da revolta, em março de 2011, mais de 70 mil pessoas morreram em confrontos entre o governo e a oposição na Síria, segundo a ONU. Outros 5 milhões de sírios precisam de ajuda humanitária. Dentre eles, os 2 milhões de refugiados internos e os 875 mil que buscaram refúgio em países vizinhos.


Hizbollah

Ontem, o grupo armado Exército Livre Sírio pediu o envio de uma força de paz da Liga Árabe para a região de fronteira do país com o Líbano. Eles acusam o grupo radical islâmico Hizbollah de querer lançar um ataque contra os insurgentes sírios.

Em comunicado, a entidade diz que a milícia libanesa preparou combatentes para “uma guerra armada de milícias armadas contra o povo sírio”. Os rebeldes ainda pediram reunião urgente da Liga Árabe e da ONU sobre o plano.

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