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Série A-2: ?Eu não jogo?, diz Seixas

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

O técnico Carlos Alberto Seixas atribuiu aos seus jogadores a terceira derrota seguida que tirou o time do G-8 do Campeonato Paulista da Série A-2. “A torcida tem razão quando culpa, mas o treinador não joga”, frisou Seixas. O treinador comentou que tem personalidade e que não aceita uma queda de produção tão acentuada como demonstra seu time. Na avaliação do treinador do Alvirrubro faltou determinação

Ontem, era clara a apatia de alguns jogadores em campo potencializada pela inexperiência. A equipe do Guaratinguetá retornou da primeira etapa administrando a vantagem de 2 a 1 no placar. Já a equipe de Seixas não soube apertar o adversário para conseguir o empate pelo menos nos 20 minutos iniciais e daí quem sabe virar o placar.


Crise

Seixas não sente ameaçado seu cargo de treinador e recebeu um fraterno abraço do presidente do Noroeste Anis Buzalaf Júnior após explicar a derrota à imprensa em entrevista coletiva. Antes disse em tom afirmativo aos jornalistas: “Eu vou até o final e darei continuidade ao meu trabalho”, salienta.


Degola

Antes no G-8, o Noroeste ainda não conhecia o que era três derrotas consecutivas. Fora do grupo dos classificados para a segunda fase, a equipe de Vila Pacífico volta-se para o risco do rebaixamento para a A-3. Seixas admite o risco da degola, contudo, minimiza a situação: “Se a gente ganhar, está no G-8”.

Porém, a situação não é das mais confortáveis e o clima de desconfiança ganhou força com a derrota de ontem para o Guará por 3 a 1. O adversário demonstrou fragilidade e para piorar o Noroeste, vindo de duas derrotas, escancarou sua fragilidade. A partida começou prometendo facilidades, mas o próprio Norusca foi se complicando com falhas defensivas, inoperância na armação e erros de conclusão, como no pênalti desperdiçado por Diogo. O substituto de Diogo na partida de ontem, o atacante Diego também não mostrou a mesma dinâmica das primeiras rodadas.

O zagueiro e capitão Bonfim comentou após a partida da falta de personalidade do time. Na opinião do experiente zagueiro, a equipe teve chances para matar o jogo. Citou que o mau momento reflete as seguidas derrotas e que ocorreram cinco expulsões para complicar as partidas. Bonfim finalizou usando o desgastado chavão futebolístico para resumir o placar: “Quem não faz, toma”.


Sem reação

A equipe do Noroeste não demonstra arrojo para criar situações favoráveis de jogo. Ao final da primeira etapa, os jogadores do Norusca demonstravam insegurança. O lateral-esquerdo Adílson admitiu os vacilos: “Mas vamos voltar e ganhar”.

O volante Manu definiu como “bobeiras” os vacilos do time: “Perdemos para nós mesmos”. Yuri pontuou que a equipe não soube aproveitar as situações de jogo. “Tivemos oportunidades para matar o jogo e erramos”, lamenta.

Seixas disse que mudaria o time. Realmente, Seixas modificou suas peças em campo para o segundo tempo. Tirou o volante Manu para a entrada do meia-esquerda Deives e sacou o contestado Diogo para a entrada do atacante Diego. Em campo, as substituições pouco surtiram efeito. O time continuou a errar bolas fáceis, trocar passes lateralmente e a não ter equilíbrio emocional em momentos decisivos do jogo.


Cobrança de Yuri

O goleiro Yuri demonstrou ontem que está totalmente recuperado da lesão no ombro que o levou a uma mesa de cirurgia. O goleiro mostrou elasticidade e bom posicionamento para evitar um vexame maior na derrota de ontem para o Guaratinguetá por 3 a 1.

De acordo com Yuri, em um campeonato equilibrado como o da Série A-2 não se admite os erros constantes demonstrados pelo Alvirrubro. “Não concluímos as chances que tivemos”, frisa.

Como a família de Yuri é de Bauru, ele sente mais a repercussão das derrotas e do mau desempenho da equipe. “A gente fica envergonhado quando sai na rua. No trabalho, meu pai é alvo de chacotas. Temos que conversar”, pontua.

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