Esportes

Basquete: Sem moleza

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 4 min

Os jogadores que conquistaram para Bauru o título da Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB) 2013, no último domingo, comemoram muito o feito inédito no projeto do Bauru Basket. Guerrinha e Hudson Previdello não deram moleza para os garotos, que treinaram firme ontem com o time adulto visando os confrontos no Rio de Janeiro contra Tijuca, nesta quinta-feira, às 18h, e Flamengo, no sábado, às 16h, na retomada da segunda fase do Novo Basquete Brasil (NBB).

O sub-22 do Paschoalotto/Bauru é treinado por Hudson Previdello, auxiliar técnico de Guerrinha no time adulto e técnico do sub-19. Depois da conquista da LDB, Hudson comenta que inicia imediatamente a preparação do sub-19 para estrear no dia 16 deste mês no Campeonato Paulista da categoria. Os grupos para a disputa já foram divulgados, restando a tabela de confrontos. Ele também comenta que começará o planejamento do sub-22 para a disputa da terceira edição da LDB, que terá novo formato com mais partidas.

Aos 41 anos, Hudson é muito tranquilo ao comentar a trajetória do sub-22. Ele cita que título não é a principal meta traçada para os meninos. A formação de atletas para a equipe adulta é fundamental, segundo Hudson, que demonstra absoluta sinergia com o discurso de Guerrinha. Ambos trabalharam ainda na fase do Tilibra/Copimax. Hudson está há cerca de quatro anos e meio ao lado de Jorge Guerra, período do projeto do Bauru Basket Team.

Para Hudson, foi fundamental a integração do sub-22 com o time adulto para a trajetória vencedora na LDB.  Comemorando o título, Hudson agradece o apoio de Guerrinha e o envolvimento de Rodrigo Paschoalotto, que encabeça o patrocinador máster junto ao projeto do basquete bauruense.

O ala Guilherme cita que o apoio com mensagens nas redes sociais vindas de Rodrigo refletem o interesse do patrocinador no desenvolvimento dos jogadores e do esporte na cidade. Gui tem 21 anos e na final contra Franca, anteontem, fez 22 pontos e obteve nove rebotes, na vitória do Paschoalotto/Bauru por 73 a 64. Já na semifinal contra o Flamengo, o ala anotou 23 pontos. “Muita coisa acontece pelo trabalho com o adulto. Tudo começa com Hudson e Guerrinha”, salienta. Gui também venceu pelo segundo ano consecutivo o torneio de enterradas na disputa do Jogo das Estrelas, no último sábado, em Brasília.

O pivô Andrezão estava eufórico ontem ao receber os cumprimentos dos companheiros do time adulto. O pivô foi eleito o jogador mais eficiente da disputa do LDB. Na final marcou um duplo-duplo, ao anotar 19 pontos e obter 15 rebotes. Outra boa surpresa foi o armador Rafael de Souza , 17 anos, 1,90 de altura e integrante da equipe sub-19 em fase de formação.

O garoto está há pouco mais de um mês em Bauru. Com a contusão do armador Luquinha, que se recupera de uma cirurgia em um dos joelhos, Rafael foi integrado ao elenco sub-22 para a disputa das finais. O jogador não tremeu frente ao Flamengo e Franca. Na plateia no ginásio Nilson Nelson, em Brasília, estavam seus pais Vivian Sampaio e o ex-jogador Maury Ponikwar de Souza, o famoso armador Maury, campeão com o Tilibra/Copimax.


Ex-barbudo

O pivô Fernandão, 22 anos, conhecido como Nandão, fez um ousado acordo com os companheiros de que cortaria sua barba caso o time fosse campeão na LDB. Nandão sobressaía pelos seus 2 metros de altura e a barba. O pivô comenta que a escolha do sacrifício da barba se deve às constantes referências dos colegas de basquete por ser barbudo.

Ele cita que Kesley levou a máquina para cumprir o acordo. Nandão ressalta que na primeira edição do LDB, promovida em 2011, foi duro encarar o vice-campeonato na derrota para o time do Flamengo, no Rio de Janeiro. Para a disputa da segunda edição, o time visualizou a conquista, adquiriu moral ao vencer o Flamengo na semifinal. “Confiamos nessa característica de guerreiros e fomos campeões”, comemora.

Guerrinha define que arrisca ao colocar no time adulto jogadores do sub-22. No entanto, o técnico frisa que acredita no potencial, no sonho, no companheirismo, vontade e amizade demonstrados pelos meninos. Guerrinha confessa ter percebido que algumas vezes o time adulto perdeu essas características que sobram ao elenco sub-22. Ele cita o desenvolvimento de Gui e de Ricardo Fischer e que aposta agora no crescimento de performance do pivô Andrezão.

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