Bruno Freitas |
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Suspeito é amasiado com uma adolescente de 13 anos; ele foi preso com drogas e duas armas, uma de pressão e um revólver calibre 38 |
Após ter sido alvejada na cabeça no início da madrugada de sábado, Ana Paula Ferreira, 21 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu ontem pela manhã. Foi o sétimo homicídio do ano. Um homem de 25 anos, amigo de infância da vítima, foi conduzido ao Plantão da Polícia Civil como suspeito de ter cometido o crime. Até o fechamento desta edição, ele ainda não havia sido ouvido.
O crime ocorreu pouco após a meia-noite na quadra 3 da rua Vicente Pellegrini Savastano, no Jardim Carolina. A vítima ficou dois dias internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB) e morreu ontem por volta das 11h.
No dia do crime, a Polícia Militar (PM) foi acionada ao local para apurar a denúncia de que uma pessoa teria sido atingida por um disparo de arma de fogo. Ao chegar, encontraram Ana Paula com um tiro na altura da cabeça. Ela já estava inconsciente e não deu pistas da autoria do tiro.
Ontem, porém, a PM recebeu uma denúncia de que o autor do homicídio moraria na quadra 3 da rua Demétrio Arieta, no mesmo bairro onde o crime ocorreu. Lá encontraram o suspeito, que tentou fugiu aos ver os policiais.
Em sua casa, foram encontradas 50 pedras de crack, uma porção de maconha, quatro munições intactas, uma arma de pressão, três balanças de precisão e celulares. Em outra residência do suspeito, na quadra 4 da rua Carlos Linhares Roda, na Quinta da Bela Olinda, os policiais encontraram um revólver calibre 38 bastante antigo.
À reportagem, o suspeito negou que tenha assassinado Ana Paula Ferreira. “Tinha muita gente que queria matá-la. Ela tinha mais de 50 inimigos”, alegou.
No BO do caso, já havia suspeitas de que a vítima fosse usuária de drogas. O suspeito argumentou ainda que a jovem furtava no bairro, o que gerava a ira dos moradores.
Apesar de negar o homicídio, ele confessou o tráfico e ainda ironizou a situação. “Eu uso e vendo, mas não matei. É bom o senhor me prender mesmo. Se meu pai souber que fui preso com tudo isso, ele me mata”, disse ao policial que atendeu a ocorrência.
E a situação do homem pode se complicar ainda mais. Ele confessou ainda que tinha relacionamento e morava junto com uma jovem de apenas 13 anos.