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Deivid, Jonatan, Rodrigo e Willian foram presos acusados de integrar bando |
A Polícia Civil prendeu ontem em Agudos (13 quilômetros de Bauru) quatro integrantes de uma quadrilha que praticava roubos e furtos e aterrorizava moradores da zona rural - um está foragido. Com atuação ‘diversificada’, o grupo tinha como alvos desde sacas de café até cabeças de gado e maquinários agrícolas. Entre as vítimas dos criminosos está até o ex-prefeito de Alvinlândia.
De acordo com o delegado titular de Agudos, Jader Biazon, que comandou os trabalhos de investigação juntamente com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru, a megaoperação para cumprimento dos mandados de prisão contou com o apoio de trinta policiais civis da delegacia seccional de polícia de Bauru.
Além do ‘mentor’ do grupo, Rodrigo José, 36 anos, foram presos Deivid Faustino de Andrade, o ‘Deivão’, 23 anos, e os irmãos Willian Ribeiro do Nascimento, o ‘Morto’, 24 anos, e Jonatan César Ribeiro, o ‘Dumbo’, 21 anos. O tio dos dois jovens, Luis da Silva Ribeiro, o “Mais Véio” ou “Aranha”, 46 anos, está foragido.
O delegado diz que as investigações começaram em setembro do ano passado, após roubo ocorrido na madrugada do dia 25 na fazenda do ex-prefeito de Alvinlândia Elizeu Jesus Eleotério, em Ubirajara. Depois de ameaçar o casal de caseiros, homens armados e encapuzados fugiram levando cerca de 350 sacas de café em grão, no total de 14 toneladas.
Imagens gravadas no dia 24 de setembro por câmeras de monitoramento instaladas em Agudos, anexadas ao inquérito, mostram os acusados passando em frente à Praça do Sol num Fox de cor preta, seguido de um caminhão de cor amarela, para praticar o assalto na cidade de Ubirajara.
No dia sete, a quadrilha já havia tentado roubar sacas de café de um sítio em Gália. “Os dois caminhoneiros contratados para fazer esse frete desistiram. Eles viram que se tratava de roubo e resolveram não efetuar o frete”, afirma. Para não ‘perder a viagem’, o grupo fugiu levando armas de fogo, aparelhos celulares e dinheiro.
“Conseguimos diversas provas que apontavam que esses sujeitos e outros que a gente, no momento, vai preservar o nome para não atrapalhar as investigações, estavam envolvidos nesse roubo”, conta. Para transportar as sacas de café, segundo Biazon, a quadrilha usou um caminhão que pertencia a Rodrigo, onde foram encontrados amostras do produto.
“No prosseguimento das investigações, nós conseguimos apurar que o Rodrigo, imediatamente após o roubo dessa carga em Ubirajara, transportou ela até uma cafeeira situada na rodovia Marechal Rondon, no município de São Manuel”, diz. Imagens obtidas pela polícia mostram ele chegando na empresa e negociando o produto, que foi vendido por R$ 25 mil.
Durante diligências na cafeeira, o delegado conseguiu esclarecer outro crime. “Nós apuramos que, em 29 de setembro de 2011, o Rodrigo também havia vendido uma carga de café lá”, declara. As investigações apontaram que o produto havia sido roubado no dia 27 do mesmo mês de um sítio na zona rural de Gália.
Na ocasião, conforme divulgado pelo JC, homens armados renderam o caseiro e roubaram 120 sacas de café, avaliadas em R$ 50 mil. Nesse crime, além do grupo, ficou comprovada a participação de Claudeci José Ferreira Rodrigues, o ‘Deci’, 40 anos, que encontra-se preso por tráfico de drogas.
Atuação diversificada
O delegado Jader Biazon disse que a quadrilha não atuava apenas no ‘ramo’ das sacas de café. As investigações revelaram que, em março e abril do ano passado, alguns membros do grupo participaram de três furtos de cabeças de gado na zona rural de Agudos, no total de 63 animais. As cabeças de gado foram comercializadas para um pecuarista em Piratininga e 41 delas foram recuperadas.
O delegado revela que, no dia 8 de novembro, os acusados teriam furtado um trator de uma propriedade rural localizada na divisa entre os municípios de Avaí e Duartina. “Esse trator, segundo informações obtidas no inquérito, iria ser trocado por droga no Paraguai”, diz. O veículo foi encontrado em uma oficina mecânica em Bauru.
De acordo com Biazon, cada membro da quadrilha tinha uma função bem definida. Enquanto o Rodrigo levantava dados sobre as prováveis vítimas, Luis ‘recrutava’ pessoas interessadas em participar dos crimes. Já Deivid, Willian e Jonatan atuavam diretamente nos roubos, rendendo as vítimas e carregando os veículos.
Os quatro homens ficarão detidos, inicialmente, por cinco dias, prazo que poderá ser prorrogado por igual período. Em Agudos, eles responderão por formação de quadrilha. Em seguida, o inquérito será remetido às cidades de Gália, Avaí e Ubirajara para que cada delegacia apure os fatos ocorridos em sua cidade.
O delegado não descarta pedir à Justiça a prisão preventiva dos suspeitos para que eles fiquem presos até o julgamento. “Há informações de que eles iriam fazer outro furto de trator ou roubo de café nos próximos dias”, afirma.
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Um dos caminhões utilizados pela quadrilha nos furtos |

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