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Saneamento, pavimentação e mobilidade terão R$ 33 bilhões

Reuters
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A presidente Dilma Rousseff anunciou ontem a destinação de R$ 33 bilhões do governo federal para programas selecionados em municípios nas áreas de saneamento, mobilidade urbana e pavimentação dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Em evento no Palácio do Planalto com a presença de mais de 50 governadores e prefeitos, Dilma voltou a falar de economia e afirmou que o Brasil está com inflação sob controle e tem uma das menores relações Dívida/PIB (Produto Interno Bruto) de sua história.

Ela defendeu ainda os projetos do governo para remodelar o setor de infraestrutura, como aeroportos, ferrovias e portos, voltou a fazer um apelo para que os valores dos royalties do petróleo e gás sejam destinados à educação e defendeu o mérito do governo do PT nos programas contra pobreza e miséria.

“O primeiro grande serviço que o Brasil tem que enfrentar é o saneamento. É inadmissível que nós queiramos dobrar nossa renda per capita, aumentar nossa taxa de investimento, se uma parte desses investimentos, principalmente os públicos que nós compartilhamos entre nós, não sejam destinados ao saneamento”, disse Dilma.

A destinação de recursos para saneamento e pavimentação haviam sido antecipados pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, em junho de 2012, mas desde então o governo trabalhava na seleção de projetos enviados por Estados e municípios. Segundo Dilma, os valores irão “acelerar alguns serviços essenciais”.

Em seu discurso, a presidente elogiou a realização de Parcerias Público Privadas (PPPs) e reforçou a importância do trabalho conjunto do governo federal e Estados e citou programas de sucesso em Estados que acabaram sendo “copiados” em nível nacional.

Campanha antecipada

Ao final do discurso, a presidente voltou a falar que o cadastro que deu origem ao programa Bolsa Família, carro-chefe do governo do ex-presidente Lula, foi mérito das gestões do PT - rebatendo afirmação de dirigentes tucanos de que ele vinha da era Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). “Todo mundo acha que o Bolsa Família a gente fez na canetada. O Bolsa Família precisou de arte e engenho. Precisou de vontade política”, disse. “Não é milagre, não é malabarismo nem estatística. Nós colocamos hoje todos os 36 milhões de brasileiros do cadastro do Bolsa Família acima da linha da miséria”, acrescentou.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Estado que levou a maior parte dos recursos anunciados ontem, ressaltou que os valores se tratam de um empréstimo e que se somam aos investimentos já feitos por governos estaduais.

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