Polícia

Um dos policiais militares presos já está solto

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

A prisão durou pouco para um dos policiais militares de Bauru que foi alvo da Operação Papa. De acordo com o apurado pela reportagem do JC, ele já foi liberado para responder o processo em liberdade. A justificativa é de que tinha menor participação no esquema e não oferece periculosidade às investigações.

Coordenada pelo Ministério Público do Estado (MPE) de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) - Núcleo Bauru, juntamente com as corregedorias das polícias Civil e Militar, a operação foi deflagrada anteontem em Bauru e resultou em quatro policiais presos – um da Polícia Civil e três da PM.

Entre a lista de crimes dos acusados estão formação de milícia, corrupção passiva, tráfico de drogas, posse de munição de uso restrito e ainda crimes militares de violação de sigilo funcional.

Após cinco meses de investigação, os policiais foram presos de forma preventiva. Três ainda continuam presos e devem seguir assim até o final do processo por oferecerem riscos à investigação. Já um deles foi solto com a concordância do próprio grupo de combate ao crime.

De acordo com o Gaeco, os policiais cobravam propina de comerciantes e contrabandistas em troca de proteção e informações privilegiadas. As investigações apontam que eles vazavam informações sobre operações para evitar as prisões e a apreensão de produtos de origem criminosa.

O próximo passo é exatamente identificar pessoas que foram extorquidas pelos policiais. O grupo de combate ao crime pede que essas vítimas procurem o Comando Geral da PM ou o próprio MP.

Na operação, além das prisões, foram localizadas cocaína, maconha e ainda munições de uso restrito.


Soldados e investigador

Segundo apurado pelo JC, não há nenhum oficial da PM entre os presos. Todos os acusados, inclusive o que já está solto, são soldados e trabalhavam em Bauru.

Já em relação ao policial civil, ele morava aqui, porém atuava como investigador em São Manuel (69 quilômetros de Bauru). Conforme divulgado ontem, ele já havia sido preso por tráfico internacional de armamentos com munição e granadas em 29 de janeiro. Na ocasião, foi preso e solto dias depois.

O Gaeco afirma que não há, no momento, indícios de outros policiais envolvidos no esquema. Contudo, as investigações continuam e essa hipótese não está descartada.

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