Política

Audiências vão discutir empréstimo de R$ 55,4 mi


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O governo federal confirmou ontem que Bauru poderá financiar R$ 43 milhões pelo PAC Pavimentação e R$ 12,3 milhões pelo PAC Mobilidade Urbana. No entanto, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) reafirma a necessidade de abrir discussões em torno da adesão ou não do município a esses programas. Juntos, os dois empréstimos custariam cerca de R$ 2,5 milhões ao ano aos cofres públicos.

Os principais fatores que pesarão na decisão são o endividamento da prefeitura, que não pode aumentar mais do que R$ 100 milhões ao ano, aliado à exceção imediata de R$ 292 milhões da dívida da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab). “É um dinheiro barato [com juros de 0,5%, muitas parcelas e carência de quatro anos], que resolveria problemas antigos de Bauru. No entanto, a cidade tem outros problemas que também merecem a nossa atenção”, pondera Rodrigo.

O prefeito vai procurar a Caixa Econômica Federal (CEF) para analisar todas as condições do empréstimo. Posteriormente, ele promete chamar uma audiência pública junto aos vereadores e toda a sociedade. “Precisamos de uma discussão aberta, mostrando os pontos positivos e todas as variáveis que podem pesar contrariamente”, adverte.

Com o PAC Pavimentação, Bauru poderá asfaltar 707 quadras em 11 bairros da cidade e viabilizar a construção de galerias pluviais em 203 quadras de 10 bairros. Com essas obras, o município zeraria a demanda de ruas de terra. Em relação ao PAC Mobilidade - Médias Cidades, os recursos poderão ser aplicados para a implantação do corredor Rodrigues Alves, Nações Unidas e Pedro de Toledo de transporte coletivo. O custo das intervenções é estimado em R$ 13 milhões. O objetivo do projeto é incentivar o transporte público, readequar a área central, diminuir a velocidade dos veículos individuais, aumentar e melhorar o fluxo de pedestres, e incentivar o transporte não motorizado.

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