Um dia após chamar um jornalista de "palhaço", o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, não quis comentar o episódio.
Anteontem, na saída de uma reunião do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Barbosa interrompeu uma pergunta que estava sendo feita por um repórter do jornal "O Estado de S. Paulo" e disse que ele deveria ir "chafurdar no lixo".
Horas após o ocorrido, Barbosa, por meio de uma nota, pediu desculpas e disse que estava tomado pelo cansaço e por fortes dores ao responder o jornalista.
Hoje, ele atendeu aos jornalistas no fim da sessão do STF, mas, questionado, não se manifestou sobre o caso. "Não quero fazer comentários de nada de ordem pessoal, assim como já não queria falar nada ontem", afirmou Barbosa.
Barbosa ainda foi questionado sobre uma nota divulgada pelas três maiores entidades de juízes do país (AMB, Ajufe e Anamatra) no final de semana, mas não quis comentar.
As entidades criticaram Barbosa por ele ter dito que a magistratura tem mentalidade pró-impunidade. Afirmaram que ele vive situação de "isolacionismo" e "parte do pressuposto de ser o único detentor da verdade".
O presidente do STF também não tratou das críticas. "Eu respondi alguma nota? Não tenho nada a dizer", disse.