Reuters |
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Cavaletes na Capela Sistina, no Vaticano |
Ao final de uma semana marcada pelo impasse sobre a data do conclave, o colégio de cardeais decidiu ontem, após duas reuniões, que começará na terça-feira à tarde o processo formal de escolha do próximo papa.
Os cardeais estariam divididos sobre o ritmo do processo para escolher o substituto do papa emérito, Bento XVI, que renunciou no mês passado. De um lado, os italianos gostariam de ter começado a eleição ainda nesta semana, o que beneficiaria um cardeal próximo à Cúria Romana (gabinete do papa), naturalmente mais conhecido entre os 115 eleitores.
Mas um grupo de cardeais estrangeiros encabeçados pelos norte-americanos não aceitavam apressar o processo antes de discutir, durante reuniões pré-conclave, todos os atuais problemas do Vaticano, como escândalos sexuais e suspeitas de corrupção.
Não se importavam, portanto, em esperar o prazo obrigatório de 15 a 20 dias anterior à regra editada por Bento XVI que permitiu antecipar o início da reunião.
A escolha por terça-feira sugere que os cardeais optaram por uma solução intermediária. Ou seja, houve uma antecipação, mas com tempo suficiente para que assuntos mais espinhosos fossem debatidos antes do fechamento das portas da Capela Sistina.
Avalia-se que isso permitirá uma eleição rápida, que dure no máximo três dias.
O período de duração do conclave, no entanto, é indefinido. Só termina quando um candidato receber mais de dois terços dos votos dos cardeais, que ficarão incomunicáveis durante esse período.
Ao longo da semana, o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, disse que realmente existia uma intenção de exaurir todo o debate sobre a crise da igreja, inclusive relacionada à perda de fiéis.
