Após quase duas semanas fechada por causa de investigação sobre mortes suspeitas, a UTI geral do Hospital Evangélico de Curitiba reabriu ontem reformada, com nome e funcionários novos, culto e ação motivacional.
Seis pessoas - cinco médicos e uma enfermeira - foram indiciadas pela polícia sob suspeita de anteciparem a morte de pacientes. Todos eles negam as acusações.
Uma das mudanças foi no quadro de pessoal. Os funcionários que trabalhavam sob o comando da médica Virgínia Helena Soares de Souza, presa preventivamente, foram todos realocados.
A maioria tirou férias, concedidas pela administração. No total, 60 profissionais foram contratados.
A UTI também passou por uma reforma das instalações e teve o nome alterado: ela foi somada a outras estruturas existentes no hospital e agora se divide em UTI 1, 2 e 3.
A administração do hospital, mantido por 13 denominações evangélicas, promoveu um culto para marcar a reabertura da UTI, dando ênfase à história da instituição e à ideia de que “o momento de crise está superado”.