Mais uma vez o nome do Palmeiras, a imagem dessa amada instituição, está sendo vinculado a episódios lamentáveis de vandalismo. Errado chamar indivíduos que ferem jogadores de torcedores. Os torcedores de um clube têm a consciência de que os jogadores são profissionais, são seres humanos que merecem respeito. Sabem que mal ou bem são eles que estão vestindo a camisa do clube. Os verdadeiros torcedores amam, choram, gritam, vibram, não agridem, não perseguem. Afinal, quem estas pessoas pensam que são para falarem em nome da nação palmeirense?
Não é a primeira vez que isso acontece com o Palmeiras. Muitos dizem ser culpa da torcida organizada, mas a generalização não é justa. Um dos torcedores envolvidos afirma não fazer parte de nenhuma torcida organizada. Porém, atitudes precisam ser tomadas e finalmente isso foi feito. Paulo Nobre, presidente e torcedor do Palmeiras, também cansou de ver esses bandidos usando o Palmeiras como pretexto dos seus crimes. "A partir de hoje cortamos todas as regalias que a torcida tinha. E até que tome uma atitude, não existe mais diálogo. Estamos 100% do lado do nosso elenco. Conversei com o Prass e com o Valdívia e mostrei que estamos com eles", disse Nobre, em entrevista coletiva no Palmeiras. O presidente afirmou ter uma audiência com o prefeito Haddad e estar em contato com o governador Alckmin e com o ministro Aldo Rebelo e, se precisar, com a Dilma.
Nada justifica uma atitude como esta. No Direito Penal brasileiro, a lesão corporal é um crime material. Fernando Prass publicou em seu twitter " ? Jogaram uma xícara no Valdívia e acertou em mim. Levei três pontos na cabeça e tive um corte na orelha". Já ficou muito claro o quanto esses fatos atrapalham o Palmeiras. Precisava-se de novos jogadores, de uma renovação no elenco palmeirense, mas muitos jogadores tiveram receio de jogar no Palmeiras. Ou seja, reclamam, protestam, mas apenas atrapalham. Amor ao clube e violência não se misturam. Essa não é a torcida da Sociedade Esportiva Palmeiras, que tem uma história rica no futebol. Deixo aqui minha indignação e minha revolta.
Érika Alfaro de Araújo