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?O stand up é a minha vida, não troco por nada?


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Poucas pessoas admitem querer viver apenas do humor. É o caso do comediante Victor Sarro, de 23 anos, paulista de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, que ainda na adolescência já sabia que o seu negócio era ser engraçado.

Passou por vários trabalhos e finalmente decidiu se aventurar por esse universo. Sarro começou a carreira de comediante com um vídeo amador que ficou entre os cinco primeiros do Brasil em um concurso promovido por Rafinha Bastos.

Com 19 anos, fez seu primeiro "open mic" ("microfone aberto") ao lado de Nany People e, depois, fez aparições em vários programas de TV. Atualmente, além dos shows de comédia, atua como repórter no programa matinal "Encontro com Fátima Bernardes", o que o obriga a ficar entre São Paulo, onde mora, e o Rio de Janeiro.

Como foi que você entrou no ramo do humor?

Victor Sarro - Já trabalhei com várias coisas: fui motorista, garçom e animador de festas. Mas minha paixão pelo humor começou mesmo quando eu tinha uns 16 anos. Na época, estava no ar a novela "Pé na Jaca", na TV Globo, e eu vivia imitando o personagem do Murilo Benício. Dois anos depois, passei a assistir aos shows de stand up comedy, me apaixonei pelo formato e decidi me aventurar.

Dos vários trabalhos relacionados a humor que você já fez, qual é o melhor para você?

Victor Sarro - Acho que ser humorista de stand up comedy me marcou mais, pois foi lá que conheci as pessoas que me ajudaram a mudar a minha vida. Eu me conheci e vi o que gostaria de fazer para o resto da minha vida: levar alegria para todos que estão à minha volta. Continuo trabalhando também como redator do "Esquenta!". Adoro música e canto o dia inteiro. No programa da Fátima, é prazeroso demais fazer todas as reportagens. Não sou repórter, mas estou me adaptando e me dedico 100%. A Fátima é uma pessoa extremamente incentivadora. Quando acerto, ela elogia, quando erro, ela me ajuda.

Como é exatamente o seu trabalho no programa?

Victor Sarro - Faço reportagens bem-humoradas na rua e participo no palco fazendo comentários engraçados - ou nem sempre engraçados (risos). Mas, minha parte favorita, é quando eu gravo nas ruas, o contato com o povo é o que mais me deixa feliz. No "Encontro", tive a oportunidade de fazer uma matéria no circo, sobre MMA com o Minotauro, foi incrível e dolorido (risos). Mas estou aprendendo ainda, estou empolgado com isso.

Você está só nesses programas ou tem outros projetos em andamento?

Victor Sarro - Quem me dera (risos)! Estou trabalhando mais que vendedor de cerveja no carnaval. Além das reportagens no "Encontro", faço comédia em pé de quinta a domingo e também escrevo o "Esquenta!". Mas nada disso me deixa cansado, amo o que eu faço! E ainda tenho mais projetos, como o de escrever um filme, mas isso é um sonho a longo prazo.


Você grava no Rio, mas continua morando em São Paulo. Qual é a sua relação com a cidade?

Victor Sarro - O "Encontro" é feito no Rio, mas minha família e alguns shows são em São Paulo. É tudo muito corrido, mas optei por trocar o avião pelo ônibus, porque no ônibus consigo dormir seis horas e chego novinho em folha! A cidade de São Paulo é maravilhosa, o que você quiser e a hora em que você quiser, em São Paulo tem! Adoro aqui, foi a cidade que me projetou. Talvez não seja a maior cidade a revelar humoristas, mas com certeza, é a que mais os abriga. Tenho amigos de Belém, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Bahia, Belo Horizonte, Recife, todos morando em São Paulo e vivendo de comédia. Sem dúvida, é a cidade que melhor recebe.


Você pretende continuar fazendo carreira no humor ou pensa em fazer outra coisa?

Victor Sarro - Não sei fazer outra coisa, não me imagino não trabalhando com stand up comedy. Na televisão, estou começando agora e gostando muito, mas o stand up é a minha vida, não troco por nada. Só se desse a sorte de trabalhar como massagista da seleção feminina de vôlei, mas deve ser difícil, né (risos)?

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