Nacional

Mortalidade por câncer cai 9% em dez anos em SP

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

A taxa de mortalidade por câncer no Estado de São Paulo apresentou queda de 9% na última década, de acordo com levantamento da Secretaria da Saúde divulgado ontem. Entre os anos de 1999 e 2000, a taxa era 104,6 mortes para cada 100 mil habitantes, índice que passou, entre 2009 e 2010, para 95,2 por 100 mil. A redução no hábito de fumar é a principal explicação.

Segundo o diretor presidente da Fundação Oncocentro, José Eluf Neto, a redução de mortes pela doença pode ser explicada pela queda na própria incidência. Para Eluf, a incorporação de hábitos mais saudáveis, como deixar de fumar, o diagnóstico precoce e o aumento da prevenção foram os principais fatores que resultaram na queda do surgimento de novos casos de câncer e, consequentemente, das mortes.

Os homens foram os que mais reduziram a taxa de mortalidade, registrando queda de 10% no período de dez anos. Já o grupo das mulheres apresentou uma redução menor, de 8%.

Os principais tipos de câncer incidentes na população masculina e que apresentaram grande redução da mortalidade foram os ligados ao tabagismo. A taxa de mortes por câncer de pulmão e de laringe caiu 16%, a de câncer de cavidade oral e faringe teve queda de 12% e a de câncer de esôfago sofreu redução de 11%.

Eluf apontou a diminuição do número de fumantes, tendência dos últimos anos, como grande motivo para essas quedas de mortalidade. “Os cânceres associados ao tabagismo são muito importantes em termos de números. O hábito de fumar vem caindo há muitos anos entre os homens, e o tabagismo começa a cair entre as mulheres, mais recentemente”.

O médico explica que, embora o hábito de fumar continue mais frequente entre a população masculina, esse grupo foi responsável por uma queda maior no tabagismo, se comparado ao número de mulheres que conseguiram largar o cigarro.

Eluf calcula que são necessários mais de dez anos para que a diminuição do número de fumantes comece a se refletir nas taxas de mortalidade da população.

Comentários

Comentários