Polícia

Discussão motiva morte em baile funk

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Uma breve discussão entre jovens não terminou bem no dia 18 de agosto, em um baile funk que acontecia no Parque Jaraguá, em Bauru. Depois de elucidar o crime, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) ainda buscava o acusado pelos disparos, Adriano de Souza Pereira, 27 anos. Ele foi preso na manhã de ontem, em uma residência no Jardim Godoy, e ainda acusado por tráfico de entorpecentes, já que duas porções de cocaína foram encontradas na casa.

Em entrevista ao JC na tarde de ontem, o delegado da DIG, Cledson Luiz do Nascimento, explicou que as investigações apontaram que, horas antes de sua morte, a vítima tinha discutido com um adolescente de 16 anos, conhecido de Adriano, em um bar localizado no mesmo bairro.

“Durante as investigações nós apuramos que, momentos antes, o Paulo discutiu brevemente com um adolescente, e Adriano acabou intervindo nessa discussão, quando Paulo agrediu Adriano com um tapa no rosto. O fim dessa discussão entre os dois foi no baile funk. Adriano teria atirado quatro vezes na direção de Paulo, segundo o relato de testemunhas. Três tiros atingiram a vítima, sendo dois deles do lado esquerdo da cabeça. O último disparo resvalou em um outro indivíduo que não foi identificado”, disse o delegado. Na ocasião, Paulo ainda fora socorrido com vida, no entanto, não resistiu aos ferimentos.

Prisão

Com o mandado de prisão temporária (por 30 dias) de Adriano em mãos, a equipe de investigação o localizou na manhã de ontem, em uma residência localizada na rua José Gonzales, onde reside com a família. No local, foram encontradas duas porções de cocaína, que totalizaram 26 gramas, por isso Adriano também foi preso acusado de tráfico de drogas.

Segundo o delegado, o acusado já possui antecedentes criminais por roubo e estaria em liberdade condicional desde junho do ano passado. Adriano permaneceu detido ontem na DIG e seria encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru, onde aguardará por decisão judicial. “Ele nega o crime”, finalizou Cledson.

Comentários

Comentários