Justamente pelo fato de o consumidor ser o agente mais frágil dentro das relações de consumo, o Procon afirma que a persistência é a saída para combater serviços e oferta de produtos ruins. Primeiro, a orientação é tentar negociar com a própria empresa e, se for necessário, recorrer ao órgão de defesa do consumidor.
“Às vezes, a pessoa acha que é muito trabalho e acaba desistindo de buscar seu direito. Mas, por menor que seja o valor do produto, é importante que ela reclame. Na maioria dos casos, o acordo é feito sem a necessidade de recorrer ao Judiciário”, frisa o coordenador interino do Procon de Bauru, Rodrigo César Bueno.
Segundo ele, a maioria das queixas que chegam ao órgão refere-se a serviços bancários e de telefonia, além de aparelhos celulares com defeito. “Independentemente do valor do produto ou serviço contestado, as instituições financeiras ainda são as que mais resistem a firmar acordos extrajudiciais com os clientes”, completa.