O governo Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que vai privatizar a operação, manutenção e construção dos piscinões do Estado de São Paulo.
O edital de licitação da PPP (Parceria Público Privada) deverá ser publicado na próxima terça-feira e prevê uma concessão de 20 anos do serviço a um custo estimado de R$ 3,8 bilhões - sendo R$ 840 milhões para obras. A previsão é que o contrato seja assinado em julho.
Na atual gestão, Alckmin tem priorizado a abertura de PPPs para diversos setores, que incluem metrôs, rodovias, presídios e até lousas digitais para escolas.
O plano prevê a construção de sete piscinões, quatro deles em São Paulo - dois no córrego Mooca (zona leste) e dois no córrego Antonico (em Paraisópolis, zona sul). A previsão, segundo o governador, é que eles fiquem prontos em até quatro anos.
Os dois locais são áreas históricas de enchentes. Em fevereiro deste ano, o transbordamento do córrego Antonico causou um alagamento na região do Morumbi que atingiu a sede social do São Paulo Futebol Clube, com prejuízos na área das piscinas, sala de jogos e cozinha.
A empresa vencedora da licitação será responsável ainda por operar os 30 reservatórios já existentes e concluir as obras de outros oito piscinões, em fase de construção.
Dois desses oito ficam na capital - um no córrego Olaria e outro próximo ao rio Tamanduateí (zona leste).
O piscinão Olaria, em Campo Limpo (zona sul de São Paulo), deveria ter sido entregue em novembro de 2011. O do rio Tamanduateí, chamado Guamiranga, só começou a sair do papel em dezembro do ano passado, um ano após a assinatura do contrato.
Segundo o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Edson Giriboni, o primeiro atrasou porque o solo do local era mais instável do que previa o projeto. E o segundo, que fica em uma área contaminada, por demora na licença ambiental.
Todos esses piscinões fazem parte do Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê, lançado em 1998.