A China nomeou oficialmente seus dois principais diplomatas e o ministro da Defesa ontem, posições que já foram assinaladas com antecedência como parte do novo governo do presidente Xi Jinping e do premiê Li Keqiang.
Yang Jiechi, embaixador em Washington de 2001 a 2005 e que tem um inglês perfeito, deixa o cargo de ministro das Relações Exteriores para assumir o cargo de conselheiro de Estado com a responsabilidade pela política externa. O país só tem cinco conselheiros desse tipo e o cargo é tão sênior como o de ministro das Relações Exteriores.
Yang, de 62 anos, foi substituído no cargo de ministro das Relações Exteriores por Wang Yi, o embaixador da China no Japão de 2004 a 2007 e o homem de Pequim na Coreia do Norte. Ambos foram eleitos pelos delegados do Partido Comunista na sessão anual do Parlamento, em reunião no Grande Salão do Povo no centro de Pequim.
Chang Wanquan, que administrava o ambicioso programa espacial chinês, foi escolhido como ministro da Defesa. O ministro da Defesa é mais um testa de ferro que será o rosto do establishment militar chinês para o mundo exterior.
Presidente do BC
A China manteve ontem Zhou Xiaochuan como presidente do banco central do país em um esforço para acelerar reformas baseadas no mercado, necessárias para sustentar o crescimento de longo prazo na segunda maior economia do mundo, e para assegurar a continuidade da política econômica em meio às incertezas globais.
A manutenção de Zhou, uma peça-chave por trás da liberalização financeira da China, sinaliza o esforço de Pequim em colocar o crescimento econômico em bases mais sustentáveis.
Zhou, que assumiu o comando do Banco do Povo da China em 2002, tem liderado a flexibilização das taxas de juros e abolido o câmbio atrelado ao dólar norte-americano, um passo para tornar o yuan uma moeda global.
O anúncio, que era bastante esperado, ocorreu no penúltimo dia da sessão anual do Parlamento chinês, o Congresso Nacional do Povo.
Não ficou claro por quanto tempo Zhou seguirá como presidente do banco central, mas uma fonte com ligações na liderança chinesa disse no mês passado que ele era necessário para liderar a reforma na conta de capital.
Analistas acreditam que o BC chinês quer tornar o yuan basicamente conversível até 2015.